Associações de magistrados pedem ao STF manutenção de penduricalhos

Entidades contestam decisão de Flávio Dino sob alegação de que têm previsão legal ou estão respaldados por normas dos conselhos das categorias; julgamento definitivo foi marcado para 25 de fevereiro

Associações de magistrados pedem ao STF manutenção de penduricalhos

Foto: Antonio Augusto/STF


O Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu pedido de associações que representam juízes, promotores, defensores públicos e membros de tribunais de contas para manter o pagamento dos chamados penduricalhos, suspensos por decisão do ministro Flávio Dino. O encaminhamento ocorreu na quarta-feira, 11.

A solicitação foi apresentada por 11 entidades, que também pediram para ingressar no processo. Entre elas estão a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR).

Na semana passada, o ministro Flávio Dino concedeu liminar determinando a suspensão, no prazo de 60 dias, das verbas indenizatórias sem base legal nos Três Poderes.

Os penduricalhos são benefícios financeiros concedidos a servidores públicos que ultrapassam o teto remuneratório constitucional, atualmente fixado em R$ 46,3 mil.

As entidades afirmam que todos os pagamentos realizados pelo Judiciário e pelo Ministério Público têm previsão legal ou estão respaldados por normas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

“Está a se impor, no ponto, o acolhimento dos presentes embargos de declaração para, verificando que não tem havido pagamento à magistratura sem autorização prévia do CNJ, deixe de ser exigido dos tribunais a revisão dos atos normativos que concretizam os pagamentos previstos em lei”, defendem as associações.

Mais cedo, no mesmo dia, o Tribunal de Justiça de São Paulo também defendeu no STF a manutenção dos penduricalhos.

O plenário do Supremo marcou para 25 de fevereiro o julgamento definitivo da decisão do ministro Flávio Dino que suspendeu o pagamento das verbas.

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