Marco temporal é aprovado em dois turnos pelo Senado

Como votaram os senadores a favor e contra a PEC do Marco Temporal, que restringe demarcações de terras indígenas

Marco temporal é aprovado em dois turnos pelo Senado

Foto: Lohana Chaves/Funai

Na nada calada noite da última terça-feira, 9, o Senado aprovou em dois turnos a PEC do Marco Temporal. A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) impõe limites às demarcações de terras dos povos indígenas.

Em paralelo, todas as atenções estavam voltadas para a casa vizinha. O plenário da Câmara dos Deputados havia sido tomado por caos, censura e atos de violência protagonizados pela Polícia parlamentar a mando do Presidente da Casa Hugo Motta (depois negado). A confusão ocorreu após Motta anunciar que pautaria a cassação do deputado Glauber Braga (PSol-RJ), de Carla Zambelli (PL-SP) e do Delegado Ramagem (PL-RJ);  e que, além disso, votaria a diminuição de penas para os participantes da tentativa de golpe de estado, o que acabou acontecendo.

NESTA REPORTAGEM
A PEC 48/2023, de autoria do senador Dr. Hiran (PP-RR), insere na Constituição a tese do Marco Temporal, determinando que só poderão ser demarcadas as terras ocupadas pelos povos indígenas em 5 de outubro de 1988. O texto segue agora para análise da Câmara.

Insegurança jurídica e mais judicializações

O relator da PEC no Senado, Esperidião Amin (PP-SC), apresentou um substitutivo que amplia exceções e prevê indenização prévia a ocupantes de áreas que venham a ser demarcadas. Ele afirmou que o Marco Temporal tem base histórica, citando que Constituições anteriores reconhecem a posse indígena às terras “em que eles se encontram”.

A aprovação da PEC reabre a disputa jurídica sobre o tema. A tese do Marco Temporal nasceu em 2009, no parecer da Advocacia-Geral da União sobre a demarcação da Raposa-Serra do Sol. Em 2023, o Congresso aprovou a Lei 14.701, que regulamentou a tese mesmo após o Supremo Tribunal Federal decidir contra esse entendimento. O veto presidencial foi derrubado e o Marco Temporal virou lei em outubro de 2023. Em abril de 2025, o ministro Gilmar Mendes suspendeu processos sobre o tema no STF e criou um grupo de trabalho com Executivo e Legislativo, o que havia paralisado a tramitação da PEC no Senado até agora.

Durante a votação, os discursos refletiram a polarização. O líder do governo, Jaques Wagner (PT-BA), afirmou que a insegurança jurídica é “insuportável”, mas que o Marco Temporal não resolve o problema e coloca os indígenas em desvantagem. Já Dr. Hiran disse que a judicialização prolongada gerou “insegurança jurídica” no campo e nas cidades.

A senadora Zenaide Maia (PSD-RN) declarou voto contrário: “Os indígenas já estavam aqui quando a gente chegou”. Para ela, a PEC “massacra um povo” já pressionado pelo garimpo ilegal e pelo desmatamento. O senador Weverton (PDT-MA) disse acreditar que o Marco Temporal pode impulsionar políticas de desenvolvimento junto aos povos indígenas, desde que acompanhadas de saúde, educação e infraestrutura.

A PEC foi aprovada com 52 votos favoráveis, 14 contrários e uma abstenção no primeiro turno, e com 52 votos favoráveis, 15 contrários e uma abstenção no segundo. Antes disso, os senadores aprovaram por 48 a 21 um calendário especial que permitiu votar a matéria em dois turnos no mesmo dia.

O PT foi o único partido, nos dois turnos a ter todos os senadores votando contra o Marco Temporal. Já todos os senadores do PL, União Brasil, PP, Republicanos, PSB, Podemos, PSDB e Novo votaram a favor. O PSD e o MDB tiveram votos mistos: no primeiro, foram 8 votos a favor e 4 contra, enquanto no segundo foram 5 votos a favor e 2 contra. O PDT teve um voto “sim” e um voto “não”. A única abstenção foi do senador Renan Calheiros (MDB-AL).

Entre os senadores gaúchos, Luis Carlos Heinze (PP-RS) e Hamilton Mourão (Republicanos-RS) votaram a favor nos dois turnos. Paulo Paim (PT-RS) votou contra.

Marco temporal é aprovado em dois turnos pelo Senado

Foto: Carlos Moura/Agência Senado

Como votou cada senador no 1º turno

  • Alessandro Vieira (MDB-SE): Sim
  • Fernando Dueire (MDB-PE): Sim
  • Fernando Farias (MDB-AL): Sim
  • Ivete da Silveira (MDB-SC): Sim
  • Marcelo Castro (MDB-PI): Sim
  • Eduardo Girão (NOVO-CE): Sim
  • Weverton (PDT-MA): Sim
  • Astronauta Marcos Pontes (PL-SP): Sim
  • Carlos Portinho (PL-RJ): Sim
  • Dra. Eudócia (PL-AL): Sim
  • Eduardo Gomes (PL-TO): Sim
  • Flávio Bolsonaro (PL-RJ): Sim
  • Izalci Lucas (PL-DF): Sim
  • Jaime Bagattoli (PL-RO): Sim
  • Jorge Seif (PL-SC): Sim
  • Marcio Bittar (PL-AC): Sim
  • Marcos Rogério (PL-RO): Sim
  • Rogerio Marinho (PL-RN): Sim
  • Wellington Fagundes (PL-MT): Sim
  • Wilder Morais (PL-GO): Sim
  • Marcos do Val (PODEMOS-ES): Sim
  • Zequinha Marinho (PODEMOS-PA): Sim
  • Ciro Nogueira (PP-PI): Sim
  • Dr. Hiran (PP-RR): Sim
  • Esperidião Amin (PP-SC): Sim
  • Laércio Oliveira (PP-SE): Sim
  • Luis Carlos Heinze (PP-RS): Sim
  • Tereza Cristina (PP-MS): Sim
  • Chico Rodrigues (PSB-RR): Sim
  • Cid Gomes (PSB-CE): Sim
  • Flávio Arns (PSB-PR): Sim
  • Jorge Kajuru (PSB-GO): Sim
  • Angelo Coronel (PSD-BA): Sim
  • Irajá (PSD-TO): Sim
  • José Lacerda (PSD-MT): Sim
  • Lucas Barreto (PSD-AP): Sim
  • Nelsinho Trad (PSD-MS): Sim
  • Rodrigo Pacheco (PSD-MG): Sim
  • Sérgio Petecão (PSD-AC): Sim
  • Vanderlan Cardoso (PSD-GO): Sim
  • Oriovisto Guimarães (PSDB-PR): Sim
  • Plínio Valério (PSDB-AM): Sim
  • Styvenson Valentim (PSDB-RN): Sim
  • Alan Rick (REPUBLICANOS-AC): Sim
  • Cleitinho (REPUBLICANOS-MG): Sim
  • Damares Alves (REPUBLICANOS-DF): Sim
  • Hamilton Mourão (REPUBLICANOS-RS): Sim
  • Mecias de Jesus (REPUBLICANOS-RR): Sim
  • Davi Alcolumbre (UNIÃO-AP): Sim
  • Efraim Filho (UNIÃO-PB): Sim
  • Professora Dorinha Seabra (UNIÃO-TO): Sim
  • Sergio Moro (UNIÃO-PR): Sim
  • Omar Aziz (PSD-AM): Presidente (art. 51 RISF)
  • Eduardo Braga (MDB-AM): Não compareceu
  • Giordano (MDB-SP): Não compareceu
  • Jader Barbalho (MDB-PA): Não compareceu
  • Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB): Não compareceu
  • Ana Paula Lobato (PDT-MA): Não compareceu
  • Magno Malta (PL-ES): Não compareceu
  • Romário (PL-RJ): Não compareceu
  • Carlos Viana (PODEMOS-MG): Não compareceu
  • Soraya Thronicke (PODEMOS-MS): Não compareceu
  • Eliziane Gama (PSD-MA): Não compareceu
  • Jayme Campos (UNIÃO-MT): Não compareceu
  • Confúcio Moura (MDB-RO): Não
  • Leila Barros (PDT-DF): Não
  • Jussara Lima (PSD-PI): Não
  • Mara Gabrilli (PSD-SP): Não
  • Otto Alencar (PSD-BA): Não
  • Zenaide Maia (PSD-RN): Não
  • Beto Faro (PT-PA): Não
  • Fabiano Contarato (PT-ES): Não
  • Humberto Costa (PT-PE): Não
  • Jaques Wagner (PT-BA): Não
  • Paulo Paim (PT-RS): Não
  • Randolfe Rodrigues (PT-AP): Não
  • Rogério Carvalho (PT-SE): Não
  • Teresa Leitão (PT-PE): Não
  • Daniella Ribeiro (PP-PB): Atividade política/cultura oficial
  • Augusta Brito (PT-CE): Atividade política/cultura oficial
  • Renan Calheiros (MDB-AL): Abstenção

Como votou cada senador no 2º turno

  • Alessandro Vieira (MDB-SE): Sim
  • Fernando Dueire (MDB-PE): Sim
  • Fernando Farias (MDB-AL): Sim
  • Ivete da Silveira (MDB-SC): Sim
  • Marcelo Castro (MDB-PI): Sim
  • Eduardo Girão (NOVO-CE): Sim
  • Weverton (PDT-MA): Sim
  • Astronauta Marcos Pontes (PL-SP): Sim
  • Carlos Portinho (PL-RJ): Sim
  • Dra. Eudócia (PL-AL): Sim
  • Eduardo Gomes (PL-TO): Sim
  • Flávio Bolsonaro (PL-RJ): Sim
  • Izalci Lucas (PL-DF): Sim
  • Jaime Bagattoli (PL-RO): Sim
  • Jorge Seif (SC-PL): Sim
  • Wellington Fagundes (PL-MT): Sim
  • Wilder Morais (PL-GO): Sim
  • Marcos do Val (PODEMOS-ES): Sim
  • Zequinha Marinho (PODEMOS-PA): Sim
  • Ciro Nogueira (PP-PI): Sim
  • Dr. Hiran (PP-RR): Sim
  • Esperidião Amin (PP-SC): Sim
  • Laércio Oliveira (PP-SE): Sim
  • Luis Carlos Heinze (PP-RS): Sim
  • Tereza Cristina (PP-MS): Sim
  • Chico Rodrigues (PSB-RR): Sim
  • Cid Gomes (PSB-CE): Sim
  • Flávio Arns (PSB-PR): Sim
  • Jorge Kajuru (PSB-GO): Sim
  • Angelo Coronel (PSD-BA): Sim
  • Irajá (PSD-TO): Sim
  • José Lacerda (PSD-MT): Sim
  • Lucas Barreto (PSD-AP): Sim
  • Nelsinho Trad (PSD-MS): Sim
  • Rodrigo Pacheco (PSD-MG): Sim
  • Sérgio Petecão (PSD-AC): Sim
  • Vanderlan Cardoso (PSD-GO): Sim
  • Oriovisto Guimarães (PSDB-PR): Sim
  • Plínio Valério (PSDB-AM): Sim
  • Styvenson Valentim (PSDB-RN): Sim
  • Alan Rick (REPUBLICANOS-AC): Sim
  • Cleitinho (REPUBLICANOS-MG): Sim
  • Damares Alves (REPUBLICANOS-DF): Sim
  • Hamilton Mourão (REPUBLICANOS-RS): Sim
  • Mecias de Jesus (REPUBLICANOS-RR): Sim
  • Davi Alcolumbre (UNIÃO-AP): Sim
  • Efraim Filho (UNIÃO-PB): Sim
  • Professora Dorinha Seabra (UNIÃO-TO): Sim
  • Sergio Moro (UNIÃO-PR): Sim
  • Omar Aziz (PSD-AM): Presidente (art. 51 RISF)
  • Eduardo Braga (MDB-AM): Não compareceu
  • Giordano (MDB-SP): Não compareceu
  • Jader Barbalho (MDB-PA): Não compareceu
  • Ana Paula Lobato (PDT-MA): Não compareceu
  • Magno Malta (PL-ES): Não compareceu
  • Romário (PL-RJ): Não compareceu
  • Carlos Viana (PODEMOS-MG): Não compareceu
  • Soraya Thronicke (PODEMOS-MS): Não compareceu
  • Eliziane Gama (PSD-MA): Não compareceu
  • Jayme Campos (UNIÃO-MT): Não compareceu
  • Confúcio Moura (MDB-RO): Não
  • Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB): Não
  • Leila Barros (PDT-DF): Não
  • Jussara Lima (PSD-PI): Não
  • Mara Gabrilli (PSD-SP): Não
  • Otto Alencar (PSD-BA): Não
  • Zenaide Maia (PSD-RN): Não
  • Beto Faro (PT-PA): Não
  • Fabiano Contarato (PT-ES): Não
  • Humberto Costa (PT-PE): Não
  • Jaques Wagner (PT-BA): Não
  • Paulo Paim (PT-RS): Não
  • Randolfe Rodrigues (PT-AP): Não
  • Rogério Carvalho (PT-SE): Não
  • Teresa Leitão (PT-PE): Não
  • Daniella Ribeiro (PP-PB): Atividade política/cultura oficial
  • Augusta Brito (PT-CE): Atividade política/cultura oficial
  • Renan Calheiros (MDB-AL): Abstenção

STF retoma julgamento do Marco Temporal

O Supremo Tribunal Federal, nesta quarta-feira, 10, iniciou o julgamento que deve definir o futuro do Marco Temporal para a demarcação de terras indígenas. Os ministros analisarão três ações que contestam a validade da lei e uma que defende sua constitucionalidade.

O debate chega ao Plenário após sucessivos impasses entre o STF e o Congresso Nacional. A tese do Marco Temporal estabelece que os povos indígenas só teriam direito às terras que ocupavam ou disputavam em 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição. Para obter a demarcação, as comunidades precisariam comprovar que viviam nos territórios e os utilizavam para atividades produtivas naquela época.

Em setembro de 2023, o Supremo decidiu que esse critério não poderia ser usado para definir a ocupação tradicional. Antes mesmo da publicação do acórdão, o Congresso aprovou uma lei restabelecendo o Marco Temporal, o que levou organizações indígenas a ajuizar ações questionando a constitucionalidade da norma.

Diante da nova disputa, o STF criou uma comissão especial para construir uma proposta de consenso e enviá-la ao Legislativo. O texto resultante não revoga expressamente o Marco Temporal, mas sugere ajustes relevantes, como maior transparência nos processos de demarcação, indenização a ocupantes não indígenas e regras para exploração econômica em terras indígenas sob condições específicas.

É essa proposta que os ministros começarão a analisar. Na abertura do julgamento, serão ouvidas as sustentações orais. Depois, será marcada a data de votação. O primeiro a votar será o relator, ministro Gilmar Mendes, seguido pelos demais integrantes da Corte.

O que está em jogo?

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) alerta para as ameaças contidas nas discussões que tratam da revisão ou substituição da Lei 14.701/2023, tema atualmente analisado na mesa de conciliação criada pelo STF. A entidade afirma que a retirada do Marco Temporal e da mineração em terras indígenas da proposta não representa avanço, pois o Marco Temporal já havia sido descartado pelo Supremo e a troca de uma lei inconstitucional por outra equivalente é inaceitável. Para o Cimi, a própria mesa é ilegítima e deveria ser encerrada.

Principais riscos apontados pelo Cimi:

Alteração do procedimento de demarcação: propostas em debate podem fragilizar o Decreto 1.775/1996, considerado constitucional pelo STF, e burocratizar o processo a ponto de inviabilizar novas demarcações.
Obras e empreendimentos de “interesse público”: possibilidade de autorizar obras de infraestrutura em terras indígenas sem a anuência dos povos afetados.
Mineração em terras indígenas: embora retirada do texto atual, continua sendo ameaça que pode retornar em outras instâncias ou projetos legislativos.
Criminalização de retomadas: tentativa de transformar em crime ações legítimas de povos que aguardam demarcação e vivem em vulnerabilidade extrema.
“Parcerias” com não indígenas: manutenção de modelos de exploração previstos na lei, que ampliam riscos de pressão externa sobre os territórios.
Indenização por terra nua: prática vedada pela Constituição e que, segundo o Cimi, pode inviabilizar completamente novas demarcações.

O Cimi reforça que qualquer mudança legal deve respeitar os direitos constitucionais dos povos indígenas e não pode abrir caminho para retrocessos que fragilizem a proteção territorial.

Entenda a polêmica em torno do Marco Temporal

A aprovação do Marco Temporal, após a derrubada dos vetos presidenciais pelo Congresso em 2023, repercutiu de forma extremamente negativa entre as entidades indígenas, que o veem como um retrocesso grave e inconstitucional, ameaçando a sobrevivência de seus povos, gerando conflitos, violência, insegurança jurídica e impedindo a demarcação de terras, violando direitos originários, mesmo após o STF tê-lo declarado inconstitucional em julgamento anterior. Entidades como a APIB, CIMI, e organizações ambientais alertam para riscos à saúde, meio ambiente e caos social, enquanto políticos e ruralistas defendem a tese para segurança jurídica. 
Repercussão das Entidades Indígenas e ambientais (contrária):
  • Inconstitucionalidade: Consideram a tese uma afronta direta à Constituição Federal e à dignidade dos povos indígenas, conforme já decidido pelo STF.
  • Violação de Direitos: Afirmam que o Marco impede o reconhecimento do direito originário sobre as terras, que são anteriores ao Estado.
  • Violência e Conflitos: Preveem aumento da violência, invasões, grilagem e conflitos sociais, inclusive em áreas já pacificadas, com revisão de demarcações.
  • Riscos à Sobrevivência: Ameaça a existência física e cultural dos povos, expondo-os a doenças e destruição ambiental.
  • Caos Jurídico: Geraria insegurança para todos, mas principalmente para os indígenas, revogando direitos históricos.
  • Exclusão: Denunciam a falta de consulta e a exclusão dos povos indígenas dos debates e decisões sobre seus territórios. 
Posição de Entidades e Setores Pró-Marco Temporal (A Favor):
  • Segurança Jurídica: Argumentam que o Marco traz segurança jurídica para proprietários rurais, evitando expropriações e conflitos fundiários.
  • Interesse Público: Defendem a ampliação da produção agropecuária e o desenvolvimento econômico, com abertura de terras indígenas. 
Contexto Legal:
  • STF: Declarou o Marco Temporal inconstitucional em 2023, mas o Congresso derrubou os vetos presidenciais à Lei 14.701/2023, mantendo a tese.
  • Atualidade: O julgamento do tema e a definição de sua aplicação retornam ao STF, com novas audiências e decisões sendo aguardadas, expondo a tensão entre os poderes. 
Em resumo, para os povos indígenas e seus aliados, a aprovação do Marco Temporal é uma tragédia e um ataque direto aos seus direitos fundamentais, enquanto setores do agronegócio e alguns políticos o veem como um avanço para a segurança fundiária e o desenvolvimento. Leia artigo do presidente do Cimi, cardeal Leonardo Steiner, que pede justiça aos povos indígenas e denuncia retaliação no Senado pela PEC 48.

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