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A reportagem do jornal Extra Classe contemplada aborda os danos ambientais, culturais e econômicos de curto, médio e longo prazo que a monocultura da soja provoca no Bioma Pampa ao substituir a pecuária de extensão, que além de ambientalmente recomendável por preservar o bioma é economicamente viável desde que existam políticas públicas para tal
Foto: Reprodução/Extra Classe
A reportagem ‘O avanço da soja sobre o Pampa acelera a extinção do gaúcho‘, de Elstor Hanzen e César Fraga, publicada em Março de 2025 na edição impressa do Jornal Extra Classe, ficou em 2º lugar na categoria Jornalismo da edição deste ano.
O Departamento de Direitos Humanos e Promoção da Cidadania da Ajuris divulgou os vencedores do XIII Prêmio AJURIS Direitos Humanos na última quinta-feira, 6. Na edição de 2025, foram 54 trabalhos inscritos em quatro categorias, que foram avaliados por jurados externos e dirigentes da associação.
A entrega dos prêmios vai ocorrer durante uma cerimônia aberta ao público na próxima quinta-feira, 13 de novembro, a partir das 11h, no auditório da Escola da Magistratura da AJURIS (Rua Celeste Gobbato, 229, bairro Praia de Belas).
O PRÊMIO – Em 2005, a Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (AJURIS), por meio do seu Departamento de Direitos Humanos e Promoção da Cidadania, instituía uma forma de reconhecer ações e fomentar o debate em torno da proteção dos direitos fundamentais. Nascia, assim, o Prêmio AJURIS Direitos Humanos, inicialmente voltado à valorização de trabalhos entre estudantes de Direito. Desde então, a premiação não apenas ultrapassou os espaços acadêmicos como passou a refletir temas de grande relevância social, política e cultural no país. Ao longo de suas 12 edições, cerca de 750 trabalhos foram inscritos. Em duas décadas de trajetória, o Prêmio se consolidou e expandiu sua abrangência, abrindo espaço para diferentes formas de expressão, sem perder de vista seu compromisso com uma sociedade mais justa, inclusiva e democrática. Temas como imigração e refugiados, questões de gênero, relações raciais e corrupção marcaram algumas das edições.
A REPORTAGEM – A reportagem do jornal Extra Classe contemplada aborda os danos ambientais, culturais e econômicos de curto, médio e longo prazo que a monocultura da soja provoca no Bioma Pampa ao substituir a pecuária de extensão, que além de ambientalmente recomendável por preservar o bioma é economicamente viável desde que existam políticas públicas para tal.
EXTRA CLASSE – O jornal extra classe completa 30 anos de de atividade em março de 2026 e com este reconhecimento já se somam 55 prêmios de jornalismo na trajetória do veículo.
1º lugar – As falhas no sistema de proteção de cheias de Porto Alegre, de Vítor Rosa (RBS TV)
2º lugar – O avanço da soja sobre o Pampa acelera a extinção do gaúcho, de Elstor Hanzen e César Fraga (jornal Extra Classe)
3º lugar – Caminhos sustentáveis: o ciclo da reciclagem no Rio Grande do Sul, de Jeferson Soares Ageitos (RBS TV)
1º lugar – Acúmulos e Descasos, de Renan Adriam de Mattos
2º lugar – Esquecidos da Enchente, de Jorge Leão
3º lugar – Nós Que Aqui Estamos, de Carlos Daniel Macedo
1º lugar – Costuras Invisíveis: Reflexões sobre a Exploração Socioambiental na Cadeia Produtiva da Moda, de Jéssica Scopel Signorini (Universidade de Caxias do Sul)
2º lugar – Dever de Prevenção de Danos Ambientais e Climáticos sob a Ótica da (In)justiça Climática, de Marceli Tomé Martins (Universidade Federal do Rio Grande do Sul)
3º lugar – A Responsabilidade do Município de Porto Alegre por Danos Psíquicos Causados na Enchente de Maio de 2024, de Alice Mariano de Oliveira Pilger (Universidade Federal do Rio Grande do Sul)
1º lugar – Centro de Referência Indígena do RS (Cria-RS) como Política Pública
Fundado em 2019, o Cria-RS se consolidou como um espaço de acolhimento, fortalecimento cultural e incidência política das populações indígenas em contexto urbano e periurbano. Sua atuação está enraizada no protagonismo das mulheres indígenas.
2º lugar – Direito Ambiental no Tribunal da Câmara de Vereadores de Pelotas
É uma prática pedagógica inovadora da disciplina de Direito Ambiental, da Universidade Católica de Pelotas, concebida em 2024 para as turmas do sexto semestre. Trata-se de uma avaliação formativa que articula ensino, pesquisa e extensão em torno da crise socioambiental local, aproximando sala de aula, comunidade e arena legislativa.
Conheça o trabalho do curso de Direito da UCPel
3º lugar – Centro de Acolhimento e Integração Reciclando Vidas RS (Porto Alegre)
Mantido pela Associação de Valorização do Trabalho, da Dignidade e da Vida RS – Reciclando Vidas, o Centro recebe egressos do sistema penitenciário como um espaço de escuta, orientação e capacitação, oferecendo oficinas, eventos e projetos que abordam temas como empreendedorismo, educação, saúde mental e direitos humanos.
Conheça o trabalho da Associação de Valorização do Trabalho, da Dignidade e da Vida RS