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Gaza enfrenta catástrofe humanitária e precisa de ajuda urgente
Médicos Sem Fronteiras alerta para risco de colapso da assistência após restrições impostas por Israel…

Gisèle Lévesque, 89 anos, primeira pessoa vacinada no Canadá, país que garantiu
doses suficientes para imunizar sua população mais de cinco vezes
Foto: Reprodução/ MCE
Antes da reunião virtual dos líderes do G7 organizada pelo governo do Reino Unido, no dia 19 de fevereiro, a Anistia Internacional advertiu que a falha em garantir o acesso global às vacinas representa um desvio moral que acabará prejudicando também os países ricos. “Os líderes do G7 estão dando um tiro no pé ao não garantirem a distribuição igualitária e global das vacinas contra a covid-19”, disse Netsanet Belay, diretor de pesquisa e representante da Anistia Internacional.
A promessa de ‘reconstruir melhor’ soa falsa quando os países do G7 são os principais culpados por bloquear a proposta da Organização Mundial do Comércio (OMC) de suspender os direitos de propriedade intelectual durante a pandemia. Nenhum país do G7 pressionou os produtores de vacina, os quais foram financiados com grandes somas de dinheiro público, a compartilharem seu conhecimento e sua tecnologia através da Organização Mundial da Saúde (OMS) para, assim, permitirem que mais vacinas fossem produzidas.
Os países do G7, incluindo a União Europeia, compraram mais da metade (51%) dos insumos de vacina de todo o planeta, ainda que representem apenas 13% da população mundial. Mais da metade (52%) das doses disponíveis já foram administradas nesses países, enquanto 130 outros ainda não aplicaram uma dose sequer.
As nações do G7 forneceram fundos para iniciativas internacionais como a Covax, consórcio de 165 países que visa providenciar vacina para 20% das nações mais pobres, mas bloquearam outras medidas que permitiriam que mais insumos fossem produzidos.
Enquanto a pandemia se torna mais severa e avança entre as nações pobres ou em desenvolvimento, os países ricos têm vacinas de sobra. O Canadá, por exemplo, garantiu doses o bastante para vacinar sua população mais de cinco vezes. Já a França, a Alemanha e a Itália, membros da União Europeia, asseguraram doses suficientes para mais de duas vezes a população de toda a UE. O Japão obteve doses suficientes para vacinar sua população 1,2 vez. As reservas de vacinas do Reino Unido garantem doses para vacinar sua população mais de quatro vezes e os Estados Unidos, mais de três vezes.

Apreensão de madeira no Mato Grosso
pela Secretaria de Meio Ambiente
Foto: Sema/ Arquivo
Alertas do Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), indicam queda de 70% na destruição da Amazônia em janeiro deste ano. A estimativa é alentadora, mas pode ter sido manipulada, já que nesse período de chuvas boa parte da região está coberta por nuvens. Para os ambientalistas, isso reduz a confiabilidade dos dados levantados por radar. O Inpe registrou alertas em 86 quilômetros quadrados em janeiro contra 284 em janeiro de 2020. Mesmo que se confirme a redução, em dois anos, foram destruídos mais de 11 mil km² da floresta e, em dezembro, o desmatamento aumentou quase 14%. Segundo o Inpe, a Amazônia encerrou 2020 com o saldo de 8.426 km2 com alertas de desmatamento, o segundo maior desde 2015.
O prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB), gravou um vídeo no dia 25 de fevereiro, em meio ao caos na saúde, sugerindo que os gaúchos sacrificassem suas vidas para manter o comércio aberto. “Dê a sua contribuição. Contribua com a sua família, com a sua cidade, com a sua vida para que a gente salve a economia do município.” Uma ação de vereadores do PT cobra na Justiça a responsabilização do prefeito pela aceleração do contágio e afirmam que Melo fez “alianças e opções políticas nefastas”, como incentivar as aglomerações, distribuir o ineficaz kit covid com cloroquina e desmontar o sistema de saúde da capital gaúcha.