Educação
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Foto: MEC/Divulgação
A série investigativa Fábrica de Diplomas, produzida pelo Extra Classe desde 1º de agosto, provocou uma reação direta do Ministério da Educação (MEC) na última segunda-feira, 24. Ofício assinado pelo secretário de Educação Superior, Marcus Vinicius David, e pelo coordenador-geral de Assuntos Internacionais da pasta, Virgílio Almeida de Pereira, foi encaminhado aos “dirigentes das Instituições de Educação Superior” para notificá-los sobre “possíveis irregularidades de diplomas falsos” envolvendo entidades estrangeiras inexistentes e recomenda especial “cautela” na verificação de documentos.
O documento faz referência explícita à matéria Diploma falso em nome da Fuusa expõe esquema de IES fictícias. Nela, o Extra Classe revela que diplomas supostamente expedidos pela Florida University – USA (Fuusa) vêm sendo usados para requerer registro profissional e reconhecimento acadêmico no Brasil.
A reportagem ainda estabeleceu uma série de vínculos entre outras supostas IES que não constam em registros oficiais do sistema educacional norte-americano e que atuam no Brasil oferecendo cursos de mestrado e doutorado.
O ofício do MEC cita as Faculdades de Teologia e Filosofia Fides Reformata (Fateffir), Unifateffir, Emil Brunner World University (EBWU), Veni Creator Christian University, Ivy Enber Christian University, São Luiz University e a paraguaia Universidad del Sol (Unades).
A Secretaria de Educação Superior do MEC (Sesu) recomenda “atenção especial” aos pedidos de reconhecimento de títulos emitidos pelas instituições investigadas e orienta que as universidades verifiquem detalhadamente a documentação apresentada pelos solicitantes.
“Esta Secretaria de Educação Superior notifica, pelo presente, as instituições de ensino superior (IES) aderentes à Plataforma Carolina Bori para ciência da situação em tela, com recomendação de atenção aos pedidos de revalidação e reconhecimento de diplomas expedidos pelas instituições e, especialmente, na análise das informações e documentos apresentados pelos solicitantes”, pontua o ofício enviado.
O MEC também destaca que — “até prova em contrário” — os requerentes que utilizam diplomas emitidos por IES falsas devem ser tratados como “vítimas de eventual fraude” e não como participantes do esquema.
A secretaria do MEC informa ainda que só poderá tomar medidas diretas sobre processos envolvendo as supostas universidades após a conclusão das investigações que estão em curso pelas autoridades competentes.
Enquanto isso, orienta que as IES consultem periodicamente as informações disponíveis na Plataforma Carolina Bori e façam ampla divulgação interna do alerta, para evitar prejuízos institucionais e preservar a credibilidade acadêmica.
Veja a íntegra do documento.
Acesse toda a série Fábrica de Diplomas pelo link ou QR Code abaixo:
