Educação
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Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
As mulheres são a maioria entre mestres e doutores no Brasil: 57% dos profissionais pós-graduados e dos pós-graduandos, segundo o Plano Nacional de Pós-Graduação 2025-2029 (PNPG).
No recorte das grandes áreas do conhecimento, elas são maioria em sete das nove: agrárias, biológicas, saúde, humanas, sociais aplicadas, linguística, letras e artes e multidisciplinar. A predominância de homens é nas ciências exatas e da terra e nas engenharias, com 69% e 65%, respectivamente.
Um estudo de doutorado, realizado pela pesquisadora Daniela Atães (Unicamp), constatou que as instituições de educação superior, especialmente as universidades públicas com forte atuação em pesquisa, mantêm estruturas que dificultam o avanço feminino na carreira acadêmica.
Além disso, as melhores oportunidades, como os cargos com dedicação exclusiva, são menos acessíveis às mulheres, o que contribui para uma desigualdade salarial significativa.
“As pessoas podem ter o mesmo tempo de carreira, mas recebem salários diferentes porque não têm a mesma oportunidade de ascender”, afirma a pesquisadora.
Para tentar contornar as desigualdades de gênero, o Ministério da Educação (MEC) investiu na política de concessão de bolsas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) às mulheres.
Segundo o MEC, 58% das bolsistas em todo o país são mulheres e 53% das bolsas no exterior também são concedidas a elas.
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*Luigi Pinzetta é estagiário de jornalismo sob supervisão de Valéria Ochôa.