Educação
Começam as negociações coletivas da educação básica e superior
Nas tratativas com o Sinepe/RS e Sindiman/RS, está a renovação de quatro Convenções Coletivas, com…

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A publicação do decreto do novo marco regulatório para o ensino superior a distância (EaD) foi adiada mais uma vez pelo Ministério da Educação (MEC).
É a quarta postergação desde dezembro passado. Se até então informações de bastidores davam conta de que os adiamentos ocorreram por conta da cautela do governo com a hora certa para o processo de divulgação da matéria, boa parte do novo prazo está sendo atribuído agora à ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que está em viagem internacional.
A alteração de data foi oficializada no Diário Oficial da União (DOU) do dia 9 de maio, por meio da Portaria nº 371/2025, que altera a Portaria MEC nº 528/2024. Com isso, seguem suspensos os processos regulatórios de credenciamento de instituições e de autorização de cursos de graduação no formato de educação a distância (EaD).
De acordo com o MEC, a pasta tem dialogado com especialistas e entidades representativas da educação superior e está elaborando novos referenciais de qualidade e novo marco regulatório para a educação a distância. O ministério anuncia a implementação de procedimentos transitórios para os processos regulatórios em andamento. Os fluxos dos processos de credenciamento e autorização serão retomados após 9 de junho ou com a publicação do novo marco regulatório, o que ocorrer primeiro.
Apesar do novo marco do EaD estar na Casa Civil há meses, fontes do MEC e do Conselho Nacional de Educação (CNE) ouvidos por Extra Classe acreditam que a divulgação deva ocorrer antes da data limite, 9 de junho, segundo portaria assinada pelo ministro da Educação, Camilo Santana.
O regramento mais rigoroso para o ensino EaD, em especial para as graduações, tem o apoio de Instituições de Ensino Superior (IES) confessionais, comunitárias e públicas. A resistência está localizada basicamente nos setores focados na rentabilidade da modalidade.
Desde junho de 2024 está suspensa a criação de novos cursos, polos e vagas na modalidade EaD. A medida tomada pelo MEC até o anúncio do novo marco regulatório do setor visa conter o crescimento desordenado e garantir a qualidade do ensino oferecido.
Mesmo sem a divulgação oficial das novas regras, especialistas em educação têm um certo consenso sobre as mudanças previstas.
Entre elas é destacado a introdução de uma modalidade semipresencial para cursos de formação de professores e da saúde, como enfermagem.
São as chamadas síncronas, aulas online ao vivo que permitem a interação entre professores e alunos.
Isso é um dos motivos que justifica toda a cautela do governo com o processo de divulgação das novas medidas para o EaD. De acordo com Daniel Ximenes, diretor de Regulação de Educação Superior do MEC, o marco regulatório vai exigir uma “estrutura mínima” para o devido funcionamento das graduações e isso levará ao fechamento de muitas.
O MEC também exigirá infraestruturas mínimas para o funcionamento dos polos de apoio, avaliações presenciais periódicas com questões discursivas que podem até determinar o encerramento de cursos por má qualidade e um limite para o número de estudantes por professor. Há casos em que já foi identificado cursos com até 500 alunos por docente.
Especialistas em educação ressaltam a importância de regulamentar o EaD para assegurar a qualidade da formação acadêmica, especialmente em cursos que exigem habilidades práticas e interação direta, como os de licenciatura e áreas da saúde.
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