Ambiente
Estudo identifica agrotóxicos na água potável de 52% dos municípios de SC
Ao menos 42 ingredientes ativos de agrotóxicos foram mapeados, incluindo cinco de uso proibido no…

Prefeitura usou sacos de areia e argila no muro da Mauá e nos acessos ao Navegantes, em locais onde a água do Guaíba já começa a invadir a capital
Foto: Dmae/ Divulgação
O nível do Rio Guaíba chegou a 3,01 metros de profundidade próximo ao Cais Mauá, no centro histórico de Porto Alegre (RS), na manhã desta quarta-feira, 25. Com isso, o volume de água superou a cota de inundação que, no local, é de 3 metros.
Próximo à Usina do Gasômetro, a cerca de dois quilômetros, o nível do mesmo rio atingiu 3,44 metros perto das 7h, quando começou a baixar. Segundo dados do Departamento de Recursos Hídricos e Saneamento (DRHS), por volta das 9h, a profundidade era de 3,43 metros – 17 centímetros abaixo da cota de inundação que, naquele ponto, é de 3,60 metros.

Guaíba muito perto do ponto de extravasar no final da manhã de hoje junto ao quartel dos Bombeiros e ao terminal da Catsul no Cais Mauá
Foto: Metsul/ Divulgação
Na noite de terça-feira, 24, o Guaíba transbordou no Cais Navegantes, na zona Norte de Porto Alegre. Sede de clubes de remo como GPA e Vasco da Gama, que estão nas margens do Guaíba no cais Navegantes, já apresentavam alagamentos. Em alguns pontos, a água atingia até 30 centímetros de altura. Na rua João Moreira Maciel, ao lado da Freeway, entre a ponte antiga e a ponte nova do Guaíba, um trecho de 100 metros da via estava coberto de água na altura do clube Vasco da Gama com a subida do Guaíba.
De acordo com a Defesa Civil estadual, existe a possibilidade do nível do rio voltar a subir mais um pouco nas próximas 24 horas, nos dois principais pontos de medição, devido ao volume das chuvas que atingiram os vales do Taquari e do Caí nas últimas 72 horas – e que vão desaguar no Guaíba. Além disso, está prevista uma mudança na direção dos ventos a partir da madrugada desta quinta-feira, 25.
O Guaíba atingiu a cota de inundação no último dia 20, devido às fortes chuvas que atingem parte do Rio Grande do Sul. Desde então, a prefeitura de Porto Alegre vem adotando medidas para tentar evitar ou ao menos minimizar as possíveis consequências do grande volume de água, como a revisão do sistema de proteção contra as cheias, a interdição temporária e a instalação de telas de proteção em parte da orla do Guaíba.
Segundo a prefeitura, as 23 casas de bombas, que são responsáveis por bombear milhares de litros de água por segundo das redes de esgotos a fim de evitar o transbordamento de canais, bocas-de-lobo e poços-de-visita, estão em funcionamento.
Em São Leopoldo, na região metropolitana de Porto Alegre, o nível do Rio dos Sinos continua baixando lentamente, mas segue acima da cota de inundação, causando danos e transtornos para os moradores de algumas áreas da cidade onde ruas foram tomadas pelas águas nos últimos dias.
Um dos locais afetados pelas consequências das chuvas dos últimos dias foi o Museu do Rio, espaço cultural localizado às margens do rio, na Rua da Praia. As águas chegaram ao terreno, mas não invadiram o prédio. Até esta manhã, a via permanecia parcialmente tomada pelas águas. Há pouco mais de um ano, durante as chuvas que castigaram o Rio Grande do Sul, o nível das águas que invadiram o Museu do Rio chegou a quase 2 metros de altura.
De acordo com o DRHS, às 9h desta quarta-feira, o nível do rio estava em 4,89 metros – 5 centímetros abaixo dos 4,94 metros registrados à meia-noite de hoje. Na localidade, o volume de água chegou a 5,25 metros na última segunda-feira.
A Defesa Civil de Porto Alegre montou um posto avançado na Ilha da Pintada. A região das ilhas e Eldorado do Sul foram invadidas pelas ãguas do estuário Guaíba nas últimas horas.
Com apoio do Corpo de Bombeiros, Marinha do Brasil, Exército e Brigada Militar, as equipes estão circulando nas ilhas, com auxílio de caminhões e embarcações, oferecendo acolhimento aos moradores que necessitam sair de suas casas, assim como seus animais de estimação.
O abrigo da Arena KTO segue em operação, e acolhia 70 pessoas até a manhã desta quarta-feira. No local, além de alimentação e pernoite, a prefeitura disponibiliza atendimento de saúde e acompanhamento social.
As equipes do Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) permanecem monitorando o nível do Guaíba. Todas as casas de bomba estão em operação, auxiliando no escoamento da água.
Segundo projeções do Inmet, na quinta-feira, 26, áreas de instabilidade, associadas ao padrão de vento na baixa, média e alta troposfera e ao conteúdo elevado de umidade, voltam a atingir áreas do Sul do Brasil ocasionando chuvas que podem impactar áreas do centro, noroeste e norte do estado, incluindo a Grande Porto Alegre, e áreas dos estados de Santa Catarina e Paraná.
A previsão é de chuvas intensas que podem vir acompanhadas de raios, rajadas de vento e, pontualmente, queda de granizo. Os volumes de chuva podem variar de 30 a 70 mm, podendo ocorrer em um curto intervalo de tempo em algumas localidades do Sul do país. Também há previsão de chuvas para áreas do sul do Mato Grosso do Sul.
Na sexta-feira, 27, a instabilidade ficará direcionada sobre o oeste e centro-sul do Mato Grosso do Sul, faixa sul e litoral leste de São Paulo, além do Paraná e, faixa norte, litoral norte de Santa Catarina. Nestas áreas persiste a condição de chuva intensa e tempo severo. Os volumes esperados podem variar de 20 a 60 mm, sendo que em algumas áreas estes volumes podem ocorrer em curto intervalo de tempo.
No sábado, 28, a instabilidade recua e as chuvas voltam a ficar concentradas entre o Paraná, Santa Catarina e centro-norte do Rio Grande do Sul, incluindo a Grande Porto Alegre. Os volumes previstos podem variar de 40 mm a 80 mm, sendo que pontualmente não são descartados volumes maiores, principalmente no RS.
Em função da antecedência dos eventos e das diferenças entre os possíveis cenários de previsão, recomenda-se acompanhar as atualizações da previsão e dos avisos meteorológicos que são divulgados diariamente em nosso portal, aplicativo e redes sociais.