Onças-pintadas sobrevivem em áreas protegidas e terras indígenas

Somente no Brasil, estima-se que 1,5 mil onças-pintadas foram deslocadas ou mortas nos últimos quatro anos por incêndios, desmatamento, garimpo e criação de gado
Onças-pintadas sobrevivem em áreas protegidas e terras indígenas

Apesar do desmatamento, áreas protegidas da Amazônia no Brasil abrigam mais de
6 mil onças-pintadas – e 6,4 mil em toda a região amazônica das Américas

Foto: Emiliano Ramalho/ Instituto Mamirauá

Cientistas ligados ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e de outras 20 instituições revelaram que 22 áreas protegidas e terras indígenas na Amazônia abrigam uma população estimada de 6.389 onças-pintadas (Panthera onca).

O estudo repercutiu em publicações científicas como a revista Biological Conservation, mas não mereceu sequer uma linha da imprensa brasileira até o momento. Por meio de armadilhas fotográficas e modelos estatísticos avançados, os pesquisadores mapearam a densidade populacional do maior felino das Américas na Amazônia. A pesquisa é um alerta sobre a importância das áreas protegidas e das terras indígenas para a conservação da espécie.

De 2005 a 2020, foram monitoradas onças-pintadas em unidades de conservação do Brasil, do Peru, da Colômbia e do Equador. Os resultados mostraram que, em média, há três onças a cada 100 quilometros quadrados na Amazônia. No entanto, essa média varia a depender do lugar: na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (AM), área inundada por rios de água barrenta e cheia de nutrientes, foram registradas quase dez onças no mesmo espaço, enquanto na Reserva Biológica do Cuieiras (AM), região de florestas alagadas por rios de água escura e solos mais pobres, havia menos de uma onça por 100 km².

Apesar do cenário relativamente positivo, o estudo soa um alarme. Quase 10% da Floresta Amazônica foi desmatada entre 2001 e 2021, e incêndios recordes em 2024 agravaram a pressão sobre a biodiversidade. Somente no Brasil, estima-se que 1.500 onças foram deslocadas ou mortas nos últimos quatro anos devido à perda de habitat. A caça ilegal de presas (como queixadas e capivaras) e o comércio de partes de onças – reportado em países como Bolívia e Suriname – também preocupam.

Fraude no INSS I

Entre os autores do golpe de R$ 6,3 bilhões aplicado durante os últimos anos em aposentados e pensionistas do INSS, a Operação Sem Desconto, deflagrada em abril pela Polícia Federal e pela Controladoria Geral da União, identificou 11 entidades de classe de um total de 31 suspeitas de fraude nas cobranças de “mensalidade associativa”. A investigação levou à demissão do presidente do INSS, Alessandro Stefanutto. A Caixa de Assistência dos Aposentados e Pensionistas do INSS (Caap) fez 214 dos 215 descontos irregulares.

Fraude no INSS II

O esquema era operado desde 2019, de acordo com Tônia Galleti, do Conselho Nacional da Previdência Social. Além de Stefanutto, estão entre os citados na investigação da PF Virgílio Antônio Filho, ex-procurador do INSS, afastado do cargo depois que a PF descobriu um aumento de R$ 18,3 milhões no seu patrimônio com compra de imóveis; e o ex-diretor André Fidelis, beneficiado por repasses feitos pelo “Careca do INSS” e intermediados pela empresa de seu filho, Eric Fidelis. O “Careca do INSS” é o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, figura central nas fraudes em aposentadorias e pensões.

Sítios arqueológicos

Os sítios arqueológicos do Brasil estão ameaçados de destruição pelo desmatamento, ocupação urbana, agricultura e pecuária. O alerta está em um relatório inédito do MapBiomas. Os sítios são fundamentais para as pesquisas, pois fornecem vestígios de cerâmica, metal, vidro, rochas, entre outros rastros materiais da atividade humana e deslocamento dos povos pré-coloniais e de outras eras. O Brasil tem 27.974 sítios cadastrados pelo Iphan. A Amazônia lidera, com 10.197, seguida pela Caatinga, com 7.004; e o Cerrado, com 4.914. A Mata Atlântica abriga 4.832 sítios, enquanto o Pampa tem 904 e o Pantanal, 123. Entre os estados, a Bahia tem o maior número (2.718), seguida por Paraná (2.363) e Minas Gerais (2.029).

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