Ambiente
Estudo identifica agrotóxicos na água potável de 52% dos municípios de SC
Ao menos 42 ingredientes ativos de agrotóxicos foram mapeados, incluindo cinco de uso proibido no…

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
De acordo com a defesa civil, as chuvas registradas no estado na última semana, pelo menos 48 municípios gaúchos já relataram danos. Até o momento foram contabilizadas 305 pessoas desabrigadas e 560 desalojadas, com um total de 29.452 afetados.
De acordo com a MetSul, em Porto Alegre, nas doze horas entre 0h e 12h desta quinta-feira, a chuva foi de 44 em Belém Novo e 42 mm no Jardim Botânico. Desde que começou a chover no começo da semana, a precipitação soma 101 mm na estação da zona Sul e 106 mm na zona Leste da cidade.
Na Grande Porto Alegre, a chuva acumulada desta semana até o meio-dia desta quinta somou 110 mm em Viamão, 89 mm em Gravataí, 85 mm em Eldorado do Sul, 80 mm em Alvorada, 57 mm em Sapucaia do Sul e 44 mm em Campo Bom. A chuva forte da manhã desta quinta-feira causou alagamentos em muitas ruas e avenidas de Porto Alegre. Houve pontos de bloqueio total porque os alagamentos eram intransitáveis. O Arroio Sarandi chegou a transbordar na zona Norte.
Em Porto Alegre foram registrados oito bloqueios totais de ruas e avenidas devido ao acúmulo de água, em vídeos compartilhados nas redes sociais, internautas registraram o alagamento em locais como o entorno do Camelódromo, no Centro Histórico, rua Joaquim Nabuco na Cidade Baixa e no cruzamento da Avenida Cristóvão Colombo com a Rua Doutor Timóteo, na Zona Norte.
De acordo com a Prefeitura da capital, as 23 casas de bombas do Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) estão operando a pleno. Pela manhã, Porto Alegre registrou diversos pontos de alagamentos em regiões atingidas pela enchente de maio e que estão com as redes de drenagem em recuperação, como o 4º Distrito, área central e o bairro Sarandi.
A região norte da capital é a mais afetada, principalmente nos bairros Sarandi, Humaitá e Vila Farrapos. O diretor-adjunto do Dmae, Darcy Nunes admitiu que o sistema de drenagem da cidade é insuficiente para chuvas fortes como a dessa semana, pois mesmo com as casas de bombas funcionando, elas não são capazes de tirar a água das ruas e transportar para o Guaíba ou o Rio Gravataí.
Desde o sábado, 21, um sistema meteorológico tem atuado sobre o Rio Grande do Sul, causando instabilidades como fortes chuvas e tempestades em diversas regiões do Estado.
A Defesa Civil estadual começou a enviar alertas por SMS, redes sociais e site oficial horas antes dos eventos meteorológicos. Foram emitidos 57 alertas até o final da manhã desta quinta-feira (26/9).
Para receber os alertas da Defesa Civil por meio de SMS no celular, basta que a pessoa cadastre o CEP da residência enviando uma mensagem gratuita para o número 40199. Nesse caso, são recebidos todos os alertas emitidos para a região na qual está inserido o CEP cadastrado. Além disso, os alertas enviados para todas as regiões do Rio Grande do Sul podem ser acessados no site oficial e na página da Defesa Civil no Instagram.
Nos últimos dias, a frente fria que vinha atuando sobre o sul do Estado se deslocou e gera chuvas mais concentradas na parte central do Rio Grande do Sul, desde a Região Metropolitana de Porto Alegre, passando pelo centro e indo até o oeste e noroeste. Ao longo desta quinta-feira,26, ainda há previsão de mais chuvas e novos temporais.
Com o avanço da frente fria, as áreas ao sul terão diminuição no volume de chuvas, com precipitações pontualmente moderadas, mas que devem diminuir ao longo do dia. Já na metade norte, além das chuvas concentradas na região, há ainda previsão de rajadas de vento e queda de granizo.
Na sexta-feira, 27, a frente fria já deve se encontrar sobre Santa Catarina, porém ainda com possibilidade de chuvas leves sobre o norte do Rio Grande do Sul e alguma umidade sobre a parte leste – que compreende Região Metropolitana de Porto Alegre, Litoral e Serra –, devido à umidade trazida do mar.
Bárbara Neves é estagiária de jornalismo. Matéria elaborada com supervisão de César Fraga.