Ambiente
Estudo identifica agrotóxicos na água potável de 52% dos municípios de SC
Ao menos 42 ingredientes ativos de agrotóxicos foram mapeados, incluindo cinco de uso proibido no…

Foto: Arquivo/Agência Brasil
O Grupo de Trabalho (GT) Transparência e acesso às Informações – criado neste ano e constituído por 57 pesquisadores, ativistas, sindicalistas, procuradores e promotores de Justiça – iniciou na terça-feira, 19, os debates para promover uma mobilização social inédita para a sistematização de informações fundiárias do país, com o objetivo de combater a ação de grileiros e as consequentes queimadas, desmatamentos nos biomas brasileiros, extração ilegal de recursos naturais e invasões de terras indígenas, quilombolas e demais populações tradicionais.
Com essa iniciativa, o GT pretende envolver um número cada vez maior de representantes do poder público das esferas federal, estadual e municipal, como técnicos dos diferentes governos, magistrados, Ministério Público e a sociedade civil organizada para que, com o conhecimento sobre a realidade fundiária e ambiental, o país alcance melhorias no uso e gestão da terra, o que se refletirá no cumprimento dos objetivos do desenvolvimento sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU), que incluem principalmente segurança alimentar, desenvolvimento econômico, proteção ambiental e redução das emissões de gases do efeito estufa, responsáveis por promover mudanças climáticas.
Esse primeiro encontro foi por meio de comunicação virtual e teve caráter preparatório para a definição das estratégias e metas a serem alcançadas, para se chegar a uma política nacional que deverá levar à identificação, georreferenciamento, certificação e inserção dos imóveis públicos (federais, estaduais e municipais) e particulares no Sistema de Gestão Fundiária (Sigef) do país e a criação de um Cadastro Único Multifinalitário que agregará todos os sistemas de informações territoriais e de registros públicos capazes de garantir a transparência e confiabilidade dos dados ambientais e fundiários.
A identificação desses dados permitirá ao poder público e à sociedade ter segurança jurídica sobre o aproveitamento econômico e ambientalmente responsável do patrimônio nacional – resultando em um ordenamento com respeito ao acesso à terra, à justiça social e aos direitos territoriais dos diferentes setores da nação brasileira, garantindo assim o desenvolvimento de um país democrático.
O Grupo de Trabalho “Transparência e acesso às Informações” acaba de ser gestado e desde já gera grande expectativa, por conta das importantes adesões que confirmaram participação: