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Plenário pode votar, nesta quinta, a chamada Lei Paulo Gustavo, que libera R$ 4,3 bilhões para amenizar os efeitos negativos da pandemia de no setor cultural
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
A presidência do Senado cancelou a sessão deliberativa semipresencial desta quinta-feira, 26, que votaria o Projeto de Lei Complementar 73/2021, que libera R$ 4,352 bilhões para amenizar os efeitos negativos econômicos e sociais da pandemia de covid-19 no setor cultural. A proposta apresentada pelo senador Paulo Rocha e subscrita pela bancada do PT e pela senadora Rose de Freitas (MDB-ES), é relatada pelo senador Eduardo Gomes (MDB-TO). A pauta foi transferida para a próxima semana devido à repercussão do pedido de impeachment de autoria do presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que foi rejeitado na quarta-feira pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (Democratas-MG).
O texto é identificado entre os senadores como Lei Paulo Gustavo, uma referência ao ator, humorista, diretor, roteirista e apresentador carioca Paulo Gustavo Amaral Monteiro de Barros, que morreu no dia 4 de maio deste ano, aos 42 anos, no hospital Copa Star, em Copacabana, onde estava internado desde 13 de março com covid-19.
O projeto que leva seu nome determina a liberação de recursos do atual superávit financeiro do Fundo Nacional de Cultura (FNC) e que a União terá de enviar esse dinheiro para que estados, Distrito Federal e municípios apliquem “em ações emergenciais que visem combater e mitigar os efeitos da pandemia de covid-19 sobre o setor cultural”. Os recursos serão transferidos em até 15 dias após a publicação da lei, por meio dos fundos estaduais, municipais e distrital de cultura ou, quando não houver, de outros órgãos ou entidades responsáveis pela gestão desses recursos. Caso o projeto vire lei, os valores terão que ser liberados por meio de Medida Provisória editada pela Presidência da República.
A distribuição do investimento de R$ 4,352 bilhões ficaria:
A Lei Paulo Gustavo prevê ações emergenciais para enfrentamento dos efeitos econômicos e sociais da pandemia da Covid-19 voltadas ao setor cultural.
Além disso, a proposta pretende salvar os recursos do superávit financeiro do Fundo Nacional da Cultura (FNC) e do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) FSA para a sua aplicação no setor, e não para amortização da dívida pública da União.
Outro objetivo é destravar os recursos do FNC e do FSA no orçamento 2021 e vedar futuros contingenciamentos ou outras formas de limitação do empenho dos fundos.
As ações emergências são baseadas no modelo da Lei Aldir Blanc, com execução descentralizada dos recursos transferidos a Estados, DF e Municípios, mas com alguns aprimoramentos: