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“A atividade física é preventiva de diversas enfermidades, tão relevante para a saúde quanto cuidar da alimentação e do sono”
Foto: Elina Fairytale/ Pexels
Sendo a saúde um bem essencial para uma vida melhor e a atividade física um caminho para mantê-la, a importância de sua prática é muito relevante. Oportunizar, incentivar, promover institucionalmente seria um grande passo para a comunidade de forma geral e em especial aos grupos de maior risco.
A atividade física é entendida como agente preventivo de diversas enfermidades. No tratamento de doenças cardiovasculares e crônicas, tem sido apontada como principal medida não farmacológica, assumindo aspecto benéfico e protetor.
Realizá-los regularmente é tão relevante para a saúde quanto cuidar da alimentação e do sono. Para o sexo feminino, esse enfoque adquire algumas particularidades que incluem desde as diferenças do perfil hormonal e dos percentuais de gordura e massa muscular até as respostas e adaptações ao exercício. Neste contexto a atividade física regular ocupa lugar de destaque.
Se antes, os exercícios eram exclusivamente associados à nutrição na promoção de melhorias na qualidade de vida, hoje já há estudos que comprovam a eficácia das atividades físicas independente da dieta.
De acordo com a epidemiologista Liz Maria Almeida, do Instituto Nacional do Câncer (INCA), “a atividade física é um fator independente de proteção a doenças, especialmente ao câncer. Redução do estresse, equilíbrio hormonal, perda de peso e liberação de endorfina são efeitos de se exercitar que auxiliam na imunização do organismo”.
Em se tratando de exercício físico e seus muitos resultados, existe um culto à beleza que faz com que as mulheres almejem um corpo idealizado pelos padrões sociais.
Nessa busca incessante e quiçá inalcançável, se submetem a dietas milagrosas, cargas extenuantes de treinos físicos, com risco a própria saúde, e colhem na maioria das vezes frustrações, o que faz com que abandonem as práticas.
O exercício físico vai muito além da perda do peso, do ganho em músculos, da barriga chapada e da coxa torneada. Faz bem para a saúde mental, empodera, te torna mais forte e disposta com mais energia para enfrentar a vida.
E é isso que nós todas deveríamos ter em mente sempre. Uma rotina de treino, seja ela qual for, nos faz adquirir disciplina, comprometimento e dedicação. Isso fortalece, nos dá poder, melhora nossa atitude, postura e determinação.
É fato que nas culturas ocidentais os processos de envelhecimento vividos por nós mulheres são muito discrepantes se comparados aos dos homens.
A mesma sociedade que padroniza corpos esbeltos, também preconiza como passaporte VIP a eterna juventude. As rugas definitivamente não são bem-vindas nem bem-vistas nessa lógica.
As mulheres maduras são descartadas de tal forma que isso já está introjetado em cada uma. Nos cobramos demais, somos as primeiras a nos autocriticar, comentar a gordura alheia, as rugas de uma colega, as estrias de outra e assim por diante.
Nenhuma mulher cruzando a barreira dos 50 quer parecer o que é e se submete a qualquer promessa de tratamento estético, muitas vezes arriscado, sempre caríssimo, para aparentar ser mais jovem e assim quem sabe ter espaço no meio social e laboral.
Temos que nos libertar desses estereótipos que nos aprisionam e nos consomem. Querer ser linda é maravilhoso. Mas cada mulher em cada etapa de sua vida tem sua beleza, sua genética e seus padrões.
Ter um corpo com pouca gordura corporal é sem dúvida mais saudável e isso também irá aparentar e repercutir em outros aspectos. Não existe um corpo ideal e nem um corpo dos sonhos. Não nos deixemos influenciar pelas influencers destes tempos estranhos.
Denise Piltcher é educadora física e diretora técnica da Pace Consultoria Esportiva – a plataforma Somos, do Sinpro/RS, proporciona orientações e atividades físicas aos professores.