Chapa 1 ganha eleições do Sinpro/RS com ampla vantagem de votos

O processo eleitoral deste ano enfrentou a mais acirrada disputa do Sindicato, travada no corpo a corpo nas instituições de ensino, nas redes sociais e no judiciário
Eleições Sinpro/RS

Resultado foi anunciado pela Comissão Eleitoral no encerramento da votação, na noite desta quinta-feira, 30

Foto: Edimar Blazina

A vitória da Chapa 1, nas eleições do Sindicato dos Professores do Ensino Privado do Rio Grande do Sul (Sinpro/RS), foi anunciada pelo professor Rômulo Escouto, presidente da Comissão Eleitoral, responsável por coordenar as eleições 2025, logo depois das 22h do dia 30 de outubro, quando se encerrou o prazo de votação. A Chapa 1, de situação, conquistou 77,94% dos votos válidos, contra 22,06% da Chapa 2.

Foram às urnas 10.960 professores, 61,10% dos associados aptos a votar, incluindo os aposentados. A Chapa 1 recebeu 7.998 votos e a Chapa 2, 2.264. Brancos e nulos somaram 698 votos.

“Este é o resultado do reconhecimento da categoria do trabalho sério que vem sendo realizado pelo Sindicato. É gratificante”, festeja a professora Cecília Farias, diretora do Sindicato e integrante da Chapa 1. “Um trabalho coletivo, com representação de professores de todos os níveis de ensino, em todo o estado, unindo experiência e renovação responsável.”

A votação ocorreu em plataforma da empresa Eleja On-line, especializada em eleições, e todo o processo está sendo auditado pela empresa Way Security It.

Foram utilizadas 222 urnas eletrônicas fixas e volantes, que percorreram as instituições de ensino em todo o Rio Grande do Sul, além da possibilidade da votação pela internet. Um processo que mobilizou mais de 400 mesários contratados e dezenas de fiscais.

“Mais uma vez, o processo eleitoral do Sinpro/RS demonstra a conexão da categoria com a entidade. O comparecimento dos professores em atividade às urnas foi superior a 80%”, avalia Rômulo Escouto. “Também se pode dizer que esta foi a maior eleição do Sindicato. O número de filiados cresce a cada eleição, o que significa muito em tempos em que os sindicatos são tão atacados por setores reacionários da sociedade.”

A comissão eleitoral foi eleita pela Assembleia dos professores no dia 9 de agosto, composta pelos professores Antonieta Beatriz Mariante, Fernando Guaragna Martins, Jeferson Luis Lima Cunha, João Marcelo Pereira dos Santos e Rômulo José Escouto. Um representante de cada chapa inscrita também integrou a comissão: o professor Cássio Bessa, da Chapa 1; e a professora Vanice Wentz, da Chapa 2.

Nas redes, na justiça e junto aos professores

Esta foi a mais acirrada disputa na história das eleições do Sinpro/RS, travada em três frentes: no corpo a corpo com os associados nas instituições de ensino em todo o estado, nas redes sociais e até no Judiciário.

O uso intensivo de ações judiciais como ferramenta de disputa foi uma marca da Chapa 2. Foram pelo menos três ações buscando a interferência do Judiciário no processo eleitoral do Sindicato. Uma delas, ajuizada no último dia de votação, 30 de outubro, requerendo a suspensão das eleições. Todos os pedidos foram indeferidos pela Justiça.

Não diferente de eleições governamentais, as do Sinpro/RS também enfrentaram a veiculação de fake news. O fato foi levado à comissão eleitoral que, após análise e aferição da falsidade da informação, solicitou a retirada do conteúdo das plataformas digitais da Chapa 2.

“Foram inúmeras as tentativas da Chapa 2 de fragilizar e desacreditar as eleições do Sindicato. Uma estratégia mal-intencionada, com o intuito de manobrar a categoria e criar um clima de instabilidade”, expõe o professor Cássio Bessa, diretor do Sinpro/RS e integrante da Chapa 1.

“Insinuações, inclusive, de malversação dos recursos financeiros do Sindicato. Mas foi um tiro no pé. A categoria sabe do trabalho sério realizado e de quanto o Sinpro/RS é extremamente cioso com a gestão dos recursos da entidade. Há mais de 10 anos, as finanças passam por auditoria externa.”

Fundado em maio de 1938, o Sinpro/RS representa mais de 33,3 mil professores que atuam no ensino privado gaúcho, em todos os níveis de ensino, e também os docentes da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs) e da Fundação Liberato, instituições de ensino de direito privado. Mais da metade da categoria é associada ao Sindicato.

Além da sede estadual em Porto Alegre e Canoas, tem sedes em 14 Regionais (Bagé, Bento Gonçalves, Lajeado, Litoral Norte/Osório, Erechim, Passo Fundo, Pelotas, Santa Cruz do Sul, Santa Maria, Santa Rosa, Santo Ângelo, São Leopoldo e Novo Hamburgo, Rio Grande e Uruguaiana). Mais informações no site do Sindicato.

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