27ª Feira Estadual de Economia Solidária reunirá 300 empreendedores em Porto Alegre

Evento espera 600 mil visitantes, entre 1º e 13 de dezembro, com produtos da agricultura familiar, artesanato e confecções de empreendedores de todo o estado
Economia Solidária em Porto Alegre

Feira tem sua duração ampliada de uma para duas semanas

Foto: Fetraf

O Largo Glênio Peres, no Centro Histórico de Porto Alegre, capital gaúcha, volta a se transformar, de 1º a 13 de dezembro,  no grande ponto de encontro de quem aposta em uma economia mais justa, sustentável e cooperativa.

Trata-se da 27ª Feira Estadual da Economia Solidária, que reunirá centenas de empreendimentos de todas as regiões do Rio Grande do Sul, oferecendo uma ampla diversidade de produtos, do artesanato decorativo e utilitário às confecções, pães, vinhos e alimentos da agricultura familiar e das agroindústrias.

Pela primeira vez,  o evento, tradicionalmente realizado em uma semana, amplia sua duração para duas semanas, garantindo mais tempo para visitas, compras e escolha de presentes para as festas de fim de ano. A organização reforça o convite para que o público leve suas próprias sacolas, contribuindo para a redução do uso de plástico.

Desfile e anúncios para a economia solidária

A abertura oficial acontece no dia 2, às 9h30, com atividades culturais, desfile dos produtos em exposição, posse do Conselho Estadual de Economia Solidária e a presença do Secretário Nacional de Economia Solidária, Gilberto Carvalho, que anunciará novas políticas de apoio ao segmento, além de autoridades parceiras.

Mais do que um espaço de comercialização, a Feira se consolida como um território de trocas, diversidade e fortalecimento comunitário, aproximando produtores e consumidores e valorizando o trabalho coletivo e o desenvolvimento local.

“As feiras de comercialização são espaços vitais para os empreendimentos da economia solidária, pois fortalecem o vínculo direto entre quem faz e quem consome, estimulam a economia local e valorizam o trabalho coletivo, a diversidade e a sustentabilidade”, destaca Nelsa Nespolo, presidente da Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários (Unisol-RS), entidade organizadora do evento.

Produtos autorais e exclusivos

Nesta edição, 84 estandes reúnem cerca de 160 expositores que representam mais de 300 empreendimentos de várias regiões do estado. Entre os destaques da área de artesanato e confecção estão os produtos únicos, autorais e exclusivos.

“Presentear comprando direto de quem produz faz uma grande diferença em relação a adquirir produtos industrializados ou importados”, completa Nelsa.

Para Ademar Marques, integrante do Fórum Gaúcho de Economia Solidária e pesquisador do tema, esses espaços ganham ainda mais relevância em um cenário global de busca por modelos econômicos mais inclusivos.

“A economia solidária é hoje uma alternativa concreta de desenvolvimento sustentável e inclusão social. Baseada na autogestão, na cooperação e no respeito ao meio ambiente, movimenta a microeconomia ao manter os recursos circulando nas comunidades, promove a transição ecológica com justiça social”, afirma. O dirigente ressalta que o crescimento mundial dessa prática demonstra sua força como alternativa de geração de renda.

Seminário: estratégias para o fortalecimento da economia solidária

A programação desta 27ª edição inclui também um seminário com importantes lideranças do segmento, em dois dias de diálogos no auditório do Cpers (Av. Alberto Bins, 480), próximo ao espaço da Feira.

1º de dezembro A força da economia solidária no cenário local e nacional, com a participação do Secretário Nacional de Economia Popular e Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego, Gilberto Carvalho; da presidente da Unisol-RS, Nelsa Nespolo; além de integrantes do Instituto Paul Singer e do Fórum Gaúcho de Economia Solidária.

8 de dezembroA economia solidária na estratégia política do Brasil em 2026, reunindo o presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edegar Pretto; a deputada federal Maria do Rosário (PT); o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Pepe Vargas; e professores do Instituto Federal do Rio Grande do Sul – todos com trajetória de apoio a empreendimentos solidários e espaços de comercialização.

Promover a comercialização, estimular o consumo consciente, fortalecer a formação entre expositores e alimentar o circuito econômico solidário — especialmente após os extremos climáticos de 2024 — estão entre os principais objetivos do evento.

Ao longo de quase três décadas, a feira se consolidou como um dos mais importantes espaços de visibilidade, diálogo e comercialização para o setor, contribuindo para a expansão da Política de Economia Solidária e para a formação dos empreendimentos.

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