Protesto, reivindicações e celebração marcam o 1º de Maio em Porto Alegre

Na pauta dos trabalhadores, a redução da jornada de trabalho, sem redução de salário, o fim da escala de 6 por 1 e a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil

Trabalhadores se reuniram na Casa do Gaúcho na capital

Foto: CUT-RS/Divulgação

Os trabalhadores foram às ruas neste 1º de Maio em Porto Alegre, Caxias do Sul, Passo Fundo, Pelotas e Tramandaí, com pautas que reforçam o direito ao descanso na luta por dignidade.

Em Porto Alegre, o dia começou com a paralisação convocada por trabalhadores do Grupo Zaffari de supermercados, reunidos na União dos Trabalhadores do Zaffari. A mobilização iniciou às 8h30 na Praça dos Açorianos, Centro Histórico da capital. Em caminhada, os manifestantes seguiram para a unidade do Zaffari na Rua Fernando Machado e depois para a unidade da Rua Lima e Silva, bairro Cidade Baixa.

Os trabalhadores do supermercado reivindicam reajuste salarial, implantação da escala 5×2, limitação da jornada a 40 horas semanais, fim das horas extras obrigatórias e dos desvios de função, além de melhorias nas condições de trabalho.

A mobilização contou com o apoio de sindicatos, movimentos sociais e partidos de esquerda. Entre os parlamentares presentes, o deputado estadual Matheus Gomes (PSOL) e os vereadores Alexandre Bublitz (PT), Juliana de Souza (PT) e Giovani Culau (PCdoB).

Ato político-cultural na Casa do Gaúcho

À tarde, a partir das 14h, as centrais sindicais e movimentos sociais promoveram ato político-cultural na Casa do Gaúcho, no Parque Harmonia, com a participação de centenas de trabalhadores.

Em meia a lembrança das enchentes que assolaram o estado no ano passado, impossibilitando inclusive a celebração do Dia do Trabalhador, o presidente da Central Única dos Trabalhadores do RS (CUT/RS), professor Amarildo Cenci, disse que esse 1º de Maio é um dia histórico e simbólico para todos.

“Hoje estamos aqui para comemorar conquistas e para reafirmar algumas pautas”, destacou. “Que é reduzir a jornada, mas melhorar salário e acabar com a escala 6X1. Que é taxar os super ricos, que não querem pagar impostos, pois sem taxar os ricos não tem dinheiro para política pública brasileira; que é não aceitar redução dos serviços públicos. Sem serviço público não se faz a democracia e serviço público se faz com servidores concursados e valorizados”.

Representando o Movimento Sem Terra (MST), Amelinha da Silva falou a importância da Jornada de lutas no mês de abril, a importância da reforma agrária e a produção de alimentos saudáveis no país.

“Abril representa para nós nem um minuto de silêncio e uma vida inteira de luta. Marchamos cinco dias por quase 100 quilômetros para chegarmos ao Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária)”, observou se referindo à marcha realizada por 17 dias.

Depois da manifestação de representantes das demais centrais sindicais e movimentos sociais, foi a vez das atrações culturais subirem ao palco da Casa do Gaúcho: Produto Nacional, Samba Delas, João de Almeida Neto e Florisnei Thomaz.

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