Movimento
Feminicídio cresce 190% em 11 anos e expõe falência da proteção às mulheres
Entre 2015 e 2025, o Brasil acumulou 13.474 vítimas de feminicídio. O crescimento é contínuo,…

Marcha fúnebre lembrou os mais de 450 mil brasileiros mortos pela covid-19
Foto: CUT/RS
“O ato de hoje é um esquenta para a mobilização marcada para sábado”, avisou o presidente da Central única dos Trabalhadores do Rio Grande do Sul (CUT/RS), Amarildo Cenci, durante a marcha fúnebre até a frente da prefeitura de Porto Alegre. “São mais de 450 mil vidas perdidas na pandemia por culpa da política genocida de Bolsonaro. Queremos vacina no braço, comida no prato e auxílio emergencial de R$ 600”.
A mobilização desta quarta-feira na capital gaúcha começou cedo, sob um frio de 8 graus. Ao amanhecer, os dirigentes sindicais abriram faixas em passarelas e viadutos. Por volta das 10h30, foi realizado um ato simbólico na Praça da Matriz, em frente ao Palácio Piratini, com manifestações da CUT, CTB, CGTB e CSP-Conlutas. As centrais protestaram contra os governos Bolsonaro (sem partido) e Eduardo Leite (PSDB), que “não têm se empenhado em garantir testagem e vacinação em massa para proteger a vida da população”.
Em seguida, os participantes realizaram uma marcha fúnebre, carregando um caixão, que percorreu as ruas Riachuelo e Caldas Júnior, pelo calçadão e avenida Borges de Medeiros até as escadarias da Prefeitura.
Um ato na frente da prefeitura municipal da capital gaúcha, trabalhadores e estudantes protestaram contra a política do prefeito Sebastião Melo (MDB). “O prefeito abriu a economia da cidade sem observar o agravamento da pandemia e já se manifestou a favor da privatização da Carris”, criticou Amarildo Cenci. “Também estão na mira da privatização o DMAE e a Procempa”.
O vice-presidente da CUT-RS, Everton Gimenis, salientou que os sindicatos que representam trabalhadores de empresas públicas organizaram a frente em defesa das estatais para unificar a luta contra as privatizações e o desmonte do estado. “Essas empresas não são patrimônio do governo de plantão, mas pertencem ao povo”, salientou.
Ao final do ato, as centrais convocaram trabalhadores, trabalhadoras, estudantes e população em geral a participar da mobilização nacional pelo Fora Bolsonaro, a ser realizada no próximo sábado, 29. Em Porto Alegre, haverá um ato seguido de caminhada, após concentração às 15h, em frente à Prefeitura.