Economia
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Foto: Agência Brasil
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) confirmou nesta quinta-feira, 11, que o Brasil terá safra recorde de grãos no ciclo 2024/25. A produção deve alcançar 350,2 milhões de toneladas, 16,3% a mais que a temporada anterior, um incremento de 49,1 milhões de toneladas. O resultado supera o recorde registrado em 2022/23, quando foram colhidas 324,36 milhões de toneladas.
Os números foram divulgados no 12º levantamento da estatal, em evento em Brasília com a presença do presidente da Conab, Edegar Pretto, do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e dos ministros Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário) e Carlos Fávaro (Agricultura).
“Essa supersafra significa garantia de alimentos para os brasileiros, mais exportações e sustentabilidade. Temos recordes em soja, milho e algodão, além de um crescimento expressivo no arroz”, destacou Pretto.
RIO GRANDE DO SUL – Mesmo com queda na produção, o estado gaúcho permanece como o quarto maior produtor de grãos do país, atrás de Mato Grosso, Paraná e Goiás, que ocupam, respectivamente, o primeiro, o segundo e o terceiro lugar no ranking nacional. “Houve crescimento significativo na produção de arroz e milho no Rio Grande do Sul. Já a soja registrou perdas expressivas devido à estiagem e às altas temperaturas que atingiram o estado”, afirma Pretto.

“Essa supersafra significa garantia de alimentos para os brasileiros, mais exportações e sustentabilidade. Temos recordes em soja, milho e algodão, além de um crescimento expressivo no arroz”, destacou Pretto
Foto: Francisco Stuckert/Conab
O crescimento foi impulsionado pela ampliação de 1,9 milhão de hectares na área cultivada, que passou de 79,9 milhões para 81,7 milhões de hectares, e pela recuperação da produtividade média nacional, que subiu 13,7% e chegou a 4.284 kg/ha. Condições climáticas favoráveis no Centro-Oeste, especialmente em Mato Grosso, foram determinantes.
Principal produto da agricultura brasileira, a soja atingiu 171,5 milhões de toneladas, alta de 20,2 milhões em relação à safra passada. A produtividade nacional média chegou a 3.621 kg/ha, a maior já registrada pela Conab. Goiás teve o melhor desempenho (4.183 kg/ha), enquanto o Rio Grande do Sul registrou perdas devido à estiagem, com apenas 2.342 kg/ha.
A produção total de milho deve chegar a 139,7 milhões de toneladas, avanço de 20,9% sobre 2023/24. A média nacional de produtividade alcançou 6.391 kg/ha, também recorde. A segunda safra, responsável por 80% do total, somou 112 milhões de toneladas, alta de 24,4%.
Algodão: produção de 4,1 milhões de toneladas de pluma, aumento de 9,7%.
Arroz: colheita já encerrada, com 12,8 milhões de toneladas, crescimento de 20,6%. É a quarta maior produção da história.
Feijão: estimativa de 3,1 milhões de toneladas, suficiente para abastecer o mercado interno.
A área cultivada com trigo caiu 19,9%, chegando a 2,4 milhões de hectares. A produção está estimada em 7,5 milhões de toneladas, queda de 4,5%. Já outras culturas de inverno tiveram expansão: aveia branca deve atingir 950 mil toneladas e a canola, 306,5 mil toneladas, um salto de 58,8%.
Com a supersafra, os estoques de passagem do milho devem fechar em 12,8 milhões de toneladas. Já o da soja deve atingir 9,3 milhões de toneladas, mesmo com a exportação projetada de 106,2 milhões de toneladas. Para o consumo interno, estão previstas 57 milhões de toneladas destinadas ao processamento.
No RS, a produção deve atingir 35,9 milhões de toneladas, 7,8% abaixo do ciclo anterior. Apesar da queda, o estado permanece como o quarto maior produtor nacional, atrás de Mato Grosso, Paraná e Goiás.
Soja: 16,6 milhões de toneladas (-23,6%).
Arroz: 8,7 milhões de toneladas (+22%), segundo maior volume da história.
Milho 1ª safra: 5,43 milhões de toneladas (+12%).
Feijão: 73,5 mil toneladas (+2,5%).
Além do anúncio da supersafra, a Conab informou operações de apoio ao escoamento do feijão no RS, SC e PR, com leilões de Pepro e PEP. O governo federal também lançou o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) 2025, com investimento inicial de R$ 500 milhões.
“O PAA é uma política que combate a fome e fortalece a agricultura familiar. É motivo de orgulho ver mulheres, assentados, indígenas e quilombolas como protagonistas”, disse Pretto.
Na Expointer, em Esteio, durante as primeiras semanas de setembro, também foi inaugurado o Pavilhão da Agricultura Familiar, que registrou R$ 6 milhões em vendas e recebeu mais de 545 mil visitantes, reunindo 456 expositores, número recorde na história do espaço.