RS cria 2,4 mil empregos formais em junho e supera saldo de 2024 no semestre

Setor de Serviços lidera geração de vagas no estado; Brasil acumula mais de 1,2 milhão de postos de trabalho no ano
RS cria 2,4 mil empregos formais em junho e supera saldo de 2024 no semestre

Em junho, três dos cinco grandes setores da economia registraram crescimento no RS. O destaque foi Serviços, com saldo de 2.929 vagas, seguido de Comércio (642) e Construção (10). Agropecuária (-196) e Indústria (-942) tiveram desempenho negativo

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Rio Grande do Sul encerrou junho com saldo positivo de 2.443 empregos formais, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados nesta segunda-feira, 4 de agosto, pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). No acumulado de 2025, entre janeiro e junho, o estado gerou 76.368 novos postos com carteira assinada — número que já supera o saldo de todo o ano de 2024, quando foram criadas 63.265 vagas.

Em junho, três dos cinco grandes setores da economia registraram crescimento no RS. O destaque foi Serviços, com saldo de 2.929 vagas, seguido de Comércio (642) e Construção (10). Agropecuária (-196) e Indústria (-942) tiveram desempenho negativo.

A maior parte das novas vagas foi preenchida por mulheres (2.649) e por pessoas com ensino médio completo (2.769). Jovens de 18 a 24 anos lideraram o saldo, com 3.363 contratações.

Municípios – Porto Alegre liderou a geração de empregos no estado em junho, com 534 novas vagas e estoque de 590,7 mil vínculos formais. Na sequência aparecem Vacaria (506), Canoas (465), Gramado (296) e Vera Cruz (296).

Cenário nacional

RS cria 2,4 mil empregos formais em junho e supera saldo de 2024 no semestreFonte: Novo Caged/MTENo país, foram criados 1.222.591 empregos com carteira assinada no primeiro semestre de 2025, com saldo positivo nos cinco setores avaliados. Em junho, o saldo foi de 166.621 vagas, elevando o total de vínculos ativos para mais de 48,4 milhões.

No acumulado do ano, Serviços lidera com 643.021 postos (+2,8%), seguido de Indústria (+229.858, +2,6%), Construção (+159.440, +5,6%), Agropecuária (+99.393, +5,5%) e Comércio (+90.876, +0,9%).

Em junho, todos os setores tiveram saldo positivo: Serviços (77.057, +0,33%), Comércio (32.938, +0,31%), Agropecuária (25.833, +1,38%), Indústria (20.105, +0,22%) e Construção (10.665, +0,35%).

Estados e perfil das contratações

Das 27 unidades da Federação, 26 registraram saldo positivo em junho. São Paulo (+40.089), Minas Gerais (+24.228) e Rio de Janeiro (+15.363) lideraram em números absolutos. O Amapá teve o maior crescimento proporcional (+1,29%). Apenas o Espírito Santo apresentou saldo negativo (-3.348).

A geração de postos no mês foi maior para homens (90.035) que para mulheres (76.586). No entanto, elas superaram os homens em contratações nos setores de Serviços (44.748 contra 32.309) e Comércio (18.608 contra 14.330). Houve também crescimento para jovens de 18 a 24 anos (+102.328), pessoas com nível médio completo (+124.139) e pardos (+123.469). Entre pessoas com deficiência, o saldo foi positivo em 578 vagas.

Salários

O salário médio real de admissão em junho foi de R$ 2.278,37, aumento de R$ 24,48 (+1,09%) em relação a maio (R$ 2.253,89). Na comparação com junho de 2024, houve alta real de R$ 28,76 (+1,28%).

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