Exibição de documentários reúne cineastas uruguaio e brasileiro em Porto Alegre

Encontro ocorre no dia 6 de junho, às 20h, na Terreira da Tribo, com a exibição de dois documentários, apresentação de pocket show e bate-papo com o público

Fotos: Anália Garcetti e Mário Almeida

Com a proposta de semear arte e construir pontes para uma cultura universal, os cineastas Guillermo Wood (Montevidéu/Uruguai) e Mário de Almeida, Brasil (São Paulo/Brasil), chegam a Porto Alegre para exibir, no dia 6 de junho, sexta-feira, às 20h, na Terreira da Tribo, os documentários De Cara Antiga (Wood) e Geada-1975 (Almeida) e realizar um pocket show e um bate-papo com o público. Trata-se de Canções como Pontes – Documentários de ir a pé.

Os documentários foram lançados neste ano e, em certos aspectos, evidenciam as similaridades entre seus trabalhos e interesses. Suas produções captam fragmentos de realidade em canções, conversas, em estradas, sempre com o olhar atento em busca da poesia na cultura e no cotidiano popular dos interiores de seus países.

A ideia de exibir as duas produções, criando uma conexão com o público e as temáticas abordadas, surgiu a partir da vinda de Wood para o Brasil.

Os cineastas

Guillermo Wood, nascido em Montevidéu em 1985, estuda literatura desde 2002 no atelier de Hugo Giovanetti e na Faculdade de Letras. Estudou violão com a professora Olga Pierri. Entre 2010 e 2012 participou da Revista Fango. Em 2012, ele se juntou ao grupo Buceo Invisible, do qual ainda faz parte. Lançou seis álbuns solo e realizou quatro exposições de fotografia. Em 2023, estreou o filme Pedales, no 41º Festival Internacional de Cinema do Uruguai. Em 2024, estreou seu segundo filme De Cara Antigua no 12º Festival Detour.

Mário de Almeida é documentarista, diretor, roteirista e produtor de São Paulo. Realiza projetos de documentários de música e cultura popular, exibidos em festivais, canais de TV e plataformas digitais. Em 2018, lançou seu primeiro longa-metragem, Viola Perpétua.

Entre seus trabalhos recentes, destacam-se Levi Ramiro-violeiro e artesão e Mostra Reverbo (selecionado para o festival IN-Edit Brasil 2023). Em 2025, lançou os documentários Geada – 1975 e João Arruda – Morada.

Sinopses dos documentários

De Cara Antiga (Wood). Uma mulher conversa com um papagaio. Um homem dança com uma vassoura. Duas crianças praticam pilotagem de tanque. Alguém faz uma piada. Alguém canta uma música. Outro amarra uma corda em uma árvore. Eles se conhecem? A ternura é um território? De Bella Unión a Aiguá. De Resorte em Tacuarembó para Tranqueras de trem. Cuñapirú, Ladeira da Pena, Sarandí de Arapey. Sotaques diferentes, mesmo pedaço de terra. Uma foto desconhecida de Gardel, um poema de Circe Maia, Nubel Cisneros. Pessoas que não conhecemos nos contam suas histórias ou qualquer outra. Gestos e silêncios como espelhos nos quais podemos nos olhar. Um retrato feito de retratos e uma paisagem chamada Uruguai.

Geada-1975 (Almeida). Documentário de curta-metragem que acompanha o violeiro Júlio Santin, de Irapuru, em um mergulho sensível no universo de sua canção homônima, feita em parceria com a letrista Cristina Saraiva. O tema: a Geada que devastou os cafezais do Paraná e Oeste Paulista, uma das maiores catástrofes socioambientais do Brasil, que em 2025 completa 50 anos.

Serviço

Canções como Pontes – Documentários de ir a pé
Quem: Guillermo Wood (Montevidéu-UY) e Mário de Almeida (São Paulo-BR)
Quando: Sexta-feira, 06 de junho de 2025, às 20h
Onde: Terreira da Tribo (Av. Pátria, 98, Bairro São Geraldo, Porto Alegre)
Entrada: Contribuição Consciente

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