Cultura
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Atividade conduzida pelo diretor artístico da Orquestra Sinfónica de Lisboa apresenta estratégias pedagógicas para aproximar…

Equipe do Renner no Estádio Centenário, em Montevidéu, em 1955
Foto: Acervo do autor
O Grêmio Esportivo Renner teve uma breve história no futebol. Brilhou nos gramados dos pampas, bem longe dos holofotes e das grandes fortunas que naquela época já movimentavam a elite do futebol mundial, por gloriosos 28 anos. No entanto, sua trajetória foi tão marcante e tão vitoriosa que até hoje a memória do clube, campeão gaúcho em 1954, é reverenciada por todos que gostam do esporte.
Essa memória afetiva agora encontra no livro G. E. Renner – O Cometa Eterno (Libretos, 2023, 192 p.), sua expressão literária, resultado da dedicação do arquiteto, urbanista, professor, escultor e, agora, escritor Luis Carlos Macchi Silva – com lançamento nesta quarta-feira, 29.

A partir de acervo deixado pelo seu tio, que era operário na fábrica da Renner, Macchi criou um museu e escreveu o livro sobre o clube
Foto: Acervo do autor
Junto com o filho, Vítor Vasata, ele compilou um extenso material com histórias saborosas e imagens que traçam a trajetória rennista desde a sua fundação. Com edição de Pedro Haase Filho e desenho gráfico de Clô Barcellos, o livro é uma realização da Fundação A. J. Renner.
A publicação, que nasceu do projeto Renner Vive, cujo fruto mais reluzente é o Memorial Valdir Joaquim de Morais, registra nos mínimos detalhes a história do time dos industriários.
Dos tempos pioneiros, em 1931, de amadorismo puro, até a glória alcançada em 1954, com o resplandecente título de campeão gaúcho, chegando ao surpreendente fim, em 1959.
O clube revelou, ainda, alguns grandes nomes do futebol brasileiro: o goleiro Valdir de Moraes, considerado um dos maiores “arqueiros” do Palmeiras, e Ênio Andrade, técnico do Corinthians.
Mascote do Renner quando guri, Luis Carlos Macchi herdou de seu tio Antônio Macchi, funcionário da Fábrica Renner, um farto material armazenado, pois o tio fora diretor de Patrimônio, presidente do clube em 1940 e presidente do Conselho Deliberativo de 1953 a 1959.
Com toda a herança recebida, o arquiteto Macchi dedicou-se a formatar o museu do Renner. E lá passou a comemorar com outros torcedores, jogadores e ex-dirigentes rennistas as datas mais significativas do clube vermelho e branco, que até os dias atuais conta com saudosos simpatizantes.
“O G. E. Renner viveu brevemente, mas ainda brilha. Como um cometa eterno”, constata o autor.
Capa: ReproduçãoServiço: Lançamento do livro G. E. Renner – O Cometa Eterno com bate-papo e autógrafos na Livraria Paralelo 30 (Rua Vieira de Castro, 48)
Data: 29 de novembro (quarta-feira), às 19h.
Com Luis Carlos Macchi, autor, e Pedro Haase Filho, editor, sobre a trajetória do Grêmio Esportivo Renner, o Papão de 54.