Cultura
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Na passarela, peças de verão e de meia estação – como vestidos e macacões – nas cores que já são marca registrada da cooperativa: cru e rubi
Foto: Clarissa Londero/Divulgação
As roupas agroecológicas da Justa Trama são uma referência de economia solidária no Brasil e no mundo. Feitas pela cooperativa de mulheres Univens, no bairro Sarandi, em Porto Alegre, mostram como é possível fazer moda a partir do trabalho justo, preservando o meio ambiente e construindo cidadania.
E são essas roupas, vestidas pelas próprias costureiras e por convidadas, que estarão no desfile neste sábado, 15, a partir das 15h , na Praça João Paulo I (Rua Vieira de Castro, 439, bairro Santana), a convite do Espaço Amelie.
Na passarela, peças de verão e de meia estação – como vestidos e macacões – nas cores que já são marca registrada da cooperativa: cru e rubi. Destaque para os tricôs, que têm chamado a atenção nas feiras pelo país, e para a coleção-cápsula de camisetas, assinada pela ilustradora Débora Rocha, que será lançada no evento.
Logo após o desfile, acontece no Espaço Amelie um bate-papo com Nelsa Nespolo, presidente e fundadora da Univens, que recentemente foi homenageada pela Assembleia Legislativa gaúcha por seu trabalho de geração de renda para mulheres no Rio Grande do Sul.
Nelsa também é autora do livro Tramas da Esperança, no qual apresenta a economia solidária como modelo de desenvolvimento e inclusão social.
Uma loja especial da Justa Trama funcionará entre 15h e 18h no Espaço Amelie, disponibilizando as peças para venda no local.
Importante lembrar que o algodão da Justa Trama é fruto de uma rede que articula 600 associados e associadas em cinco estados do país.
Por ser agroecológico e sem veneno, veste sem agredir a pele e com garantia de proteção ao meio ambiente e às pessoas envolvidas na produção.
A produção do desfile ficou por conta da estilista e produtora de moda Madeleine Müller, com apoio de alunos da ESPM e de Cora Design e Kura, duas empresas gaúchas que trabalham pela sustentabilidade na moda.