Educação musical para todas as idades

“Quem fala, canta” esse é o lema de Fabiana Lucion, professora de Música do Colégio São José, em Erechim, onde trabalha com educação musical na educação infantil e fundamental, além de ser regente de quatro corais na região para adultos e idosos. A paixão pela música veio de berço, incentivada por seus pais que orientaram os filhos a escolher um instrumento ainda crianças. Fabiana escolheu o violão, fez conservatório, tendo toda sua infância e adolescência permeada pela cultura e música. Logo veio a paixão pelo canto e na faculdade fez licenciatura plena em Canto e Música, pela Universidade de Passo Fundo (UPF).  Lecionar foi a maneira que encontrou de unir a vontade de ser professora e a música. “Dar aulas foi uma vontade desde sempre, tanto que fiz magistério, depois, ao fazer a faculdade de Música acabei unindo as duas coisas”, conta.

Fabiana Lucion, professora de Música do Colégio São José, em Erechim, onde trabalha com educação musical

Fabiana Lucion, professora de Música do Colégio São José, em Erechim, onde trabalha com educação musical

Foto: Arquivo pessoal

Mas é na educação musical para crianças que Fabiana se realiza. O trabalho de musicalização é feito inclusive com bebês a partir de seis meses. Para isso, a professora estudou e buscou metodologias de fora do país. O método ORFF, utilizado por ela, possui cinco pilares em que a criança canta, toca, dança, ouve e cria. “Isso trabalha a totalidade do indivíduo e conseguimos adaptar a metodologia a cada fase de desenvolvimento da criança”, explica. As aulas com bebês contam com a participação dos pais ou cuidadores. Com duração de meia hora por semana, os bebês são estimulados para que assimilem a informação. “A aulas vão se repetindo e quando vemos que eles assimilaram troco as atividades. É uma metodologia que se preocupa em estimular com cuidado, para não desencadear uma hiperatividade”, conta. Socialização e disciplina são alguns dos ganhos para as crianças de forma lúdica e prazerosa nas aulas de musicalização.

Seu trabalho com corais também se destaca pela dedicação e incentivo que dão aos integrantes dos grupos de que todos podem cantar. Tanto que há 20 anos, apesar de ter apenas 37 de vida, ela é regente do Grupo do Gilé, um dos corais mais antigos do estado, fundado em 1928. O trabalho, que por vários anos foi voluntário, após sua formação acadêmica, tornou-se profissional. Ela ainda trabalha com outros três grupos: Coral Juntos no Caminho, da Comunidade Luterana (IECLB); o Coral Italiano, de Aratiba e o Grupo de Canto da Maturidade Ativa do Sesc, de Erechim.

Em todos esses trabalhos com corais ela aplica o lema de “quem fala, canta”, pois acredita que basta dedicação e vontade, por isso em seus grupos não há testes para entrar. “Acredito que o teste me limita como professora, pois uma pessoa que não passaria em um teste, por exemplo, é meu desafio para trabalhar e trazer ela para o grupo. Pode levar mais tempo para alguns, mas todos conseguem cantar”, enfatiza. Saber ouvir é o principal ponto trabalhado em quem tem dificuldades para cantar, pois para Fabiana muito do resultado do cantar vem de trabalhar o saber ouvir.

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