Cultura
Formação gratuita para educadores sobre música erudita de forma lúdica
Atividade conduzida pelo diretor artístico da Orquestra Sinfónica de Lisboa apresenta estratégias pedagógicas para aproximar…
Depoimentos de sete especialistas em Positivismo, a corrente filosófica criada por Auguste Comte, no século 19, compõem o documentário A Capela Positivista de Porto Alegre. Dirigido pelo jornalista Yuri Victorino da Silva, o vídeo resgata a memória e oferece uma perspectiva científico pedagógica de um dos últimos templos positivistas existentes no mundo: a Capela, situada na avenida João Pessoa, 1058. “Queremos resgatar a memória da Capela e alertar a sociedade sobre as condições em que se encontram os documentos públicos da cidade. Esse prédio é um documento vivo que acabou sendo esquecido pela população”, enfatizou o diretor durante a exibição do documentário no dia 15 de março.
Para viabilizar o resgate da história da Capela, a equipe realizou pesquisas em acervos de livros positivistas e também contou com depoimentos de historiadores, entre eles o presidente da Igreja Positivista do Brasil, Danton Voltaire de Souza. “Abro o templo todos os domingos pela manhã e sempre tem gente que entra aqui e diz não saber o que é este prédio. Por isso, a idéia do documentário. Com ele vamos resgatar a Capela e divulgar a doutrina positivista”, aposta Afrânio Capelli, que há 25 anos está à frente do templo. É ele quem cuida do prédio histórico – um dos poucos da região que escaparam da especulação imobiliária ou que ainda não viraram estacionamentos privados.
O documentário foi financiado pelo Fumproarte, e uma tiragem de 500 cópias em DVD foi distribuída a instituições municipais de ensino, museus, centros de informação e pesquisa, telecentros. A Filosofia Positivista de Auguste Comte investiga os fenômenos naturais e sociais enquanto relações constantes entre fenômenos observáveis, desprezando explicações baseadas em dogmas. No Brasil, o Positivismo teve fortes influências, tendo como sua representação máxima a inscrição “Ordem e Progresso” na bandeira nacional. Cada coisa em seu devido lugar conduziria para a perfeita orientação ética da vida social, crêem os positivistas.