Região de Pelotas tem aumento de contágio por covid-19

Municípios da Zona Sul apresentaram 158,8 novos casos por 100 mil habitantes após cinco semanas sem alterações no sistema de monitoramento da pandemia

Em drive trhru, equipes de saúde de Pelotas aplicam a terceira dose da vacina em idosos de 70 anos e pessoas com imunodepressão

Foto: Rodrigo Chagas/ Prefeitura de Pelotas

Após cinco semanas consecutivas sem alterações no sistema 3As de monitoramento da pandemia de coronavírus no Rio Grande do Sul, o gabinete de crise do governo gaúcho emitiu no final da tarde de quarta-feira novo Aviso para a região de Pelotas (R21).

O Aviso é o primeiro passo do Sistema 3As de Monitoramento, com o qual o governo do Estado gerencia a pandemia no Rio Grande do Sul.

Segundo os técnicos do GT Saúde, o aumento contínuo de casos de Covid-19 na região de Pelotas, que lidera esse indicador, com quase o dobro da média estadual, justifica este novo Aviso.

Foram registrados 158,8 novos casos por 100 mil habitantes na R21, enquanto que a média estadual no mesmo período foi de 83,4 casos por 100 mil habitantes. A esse aumento, soma-se o fato de a região ter a quarta menor taxa de imunizados, totalizando 39,3% da população com o esquema vacinal completo, enquanto a proporção no RS é de 44,3%.

“Mesmo com a ampliação da população gaúcha vacinada e a estabilização do cenário da pandemia no Estado de forma geral, reforçamos o lembrete feito sempre pelo GT Saúde de que a pandemia não acabou e de que precisamos seguir respeitando os protocolos, especialmente em relação ao uso da máscara e a higienização constante das mãos”, disse o vice-governador.

De acordo com a última atualização da Secretaria Estadual da Saúde, o RS tem 1.430.461 casos confirmados de covid-19, 34.661 óbitos e taxa de 57,9% de ocupação de leitos em UTI.

Vacinação de adolescentes

Secretaria da Saúde da capital começou a imunizar jovens no dia 16 e ampliou para 12 anos ou mais nesta quinta-feira

Foto: Cristine Rochol/PMPA

O governo federal fez mais um recuo na quarta-feira em relação à vacinação de adolescentes, depois de ter anunciado que a imunização deveria ser restrita a jovens com comorbidades devido a suspeitas infundadas em relação a efeitos colaterais das vacinas na população dos 12 aos 17 anos

O Ministério da Saúde voltou a liberar a vacinação para todos os jovens dessas faixas etárias depois que o comitê formado por representantes do ministério, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) confirmaram que a morte de uma jovem de 16 anos de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, não está relacionada com a vacinação contra o coronavírus.

A Secretaria da Saúde (SES), o Conselho das Secretarias Municipais de Saúde (Cosems/RS) já haviam anunciado que a vacinação de todos os jovens até 17 anos seria mantida no estado.

A proposta aprovada em reunião da Comissão Intergestores Bipartite com a representação dos municípios foi de destinar 350 mil doses da remessa que chegou ao estado na quarta-feira para as primeiras doses em adolescentes, incluindo cerca de 165 mil de vacinas da Pfizer para cobrir a totalidade da faixa dos 17 anos e 58% da faixa dos 16 anos.

Essas idades podem variar de cidade para cidade conforme o avanço da campanha e a disponibilidade de doses.

“Importante destacar que só a Pfizer está autorizada para os adolescentes, e somente vacinas dessa marca estão sendo distribuídas para esse público”, alertou a secretária da Saúde, Arita Bergmann.

Em Porto Alegre, a prefeitura ampliou a faixa etária da vacinação contra a covid-19 para todas as pessoas com 12 anos ou mais nesta quinta-feira, 23.

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