Cultura
Formação gratuita para educadores sobre música erudita de forma lúdica
Atividade conduzida pelo diretor artístico da Orquestra Sinfónica de Lisboa apresenta estratégias pedagógicas para aproximar…

Anderson Luiz de Souza
Foto: Acervo pessoal
Anderson Luiz de Souza, 36 anos, natural do Paraná, é professor universitário na Feevale e na ESPM. Paralelamente à docência, sua principal atividade profissional, ele também desenha e executa figurinos para espetáculos de dança – e até mesmo para uma ópera, para TV e campanhas publicitárias. Recentemente, recebeu sua quarta indicação para o Prêmio Açorianos de Dança, na categoria Figurino.
É graduado em moda. Antes de se fixar como professor, trabalhava com fotografia. Quando terminou a graduação, veio para o Rio Grande do Sul. Na época, 2007, era bailarino e dançava em muitas oportunidades no RS. Primeiro, em Bento Gonçalves, depois Porto Alegre. “Logo que me formei vim passar um tempo por aqui e fui ficando”, conta o paranaense. Em 2008, teve seu primeiro contato com a docência no Senac Canoas em cursos técnicos na área de moda, como professor de desenho. A partir de então, foi ampliando a atuação para cursos livres até chegar ao nível universitário. Chegou a coordenar o curso técnico de moda durante algum tempo até entrar para a Faculdade Senac, na capital. Mas a oportunidade no ensino superior acabou surgindo numa vaga de professor de desenho pela Faculdade Senac. “Na época, a Faculdade Senac estava abrindo o curso de moda e lecionei as disciplinas de Tecnologia Têxtil, Desenho Digital, Computação Gráfica.”
Em 2011, fez uma especialização em Arte Contemporânea e Ensino da Arte, pois queria ter um envolvimento maior com o universo das artes, e “a partir da rede de relações criadas neste curso foi uma espécie de porta de entrada para este mundo e resultou que comecei a pensar meu trabalho de uma maneira mais artística”. A partir daí, ingressou como docente da Feevale, onde atualmente leciona no curso de Moda nas disciplinas de Desenho de Moda, Computação Gráfica, Supervisão de Estágio, Introdução ao Desenho e Metodologia Visual; no curso de Artes Visuais, as disciplinas Desenho, Imagem Digital 1 e 2 (computação gráfica aplicada e avançada), e no curso de Design Gráfico, a disciplina Materiais e Processos 3 (voltada para o mercado gráfico). São 30 horas em sala de aula e mais oito horas de Coordenação do Espaço Cultural, que é uma galeria de arte situada no quarto andar do Teatro Feevale. A partir deste semestre ingressou também como professor dos cursos de Design e Publicidade e Propaganda da ESPM. No momento, totaliza cerca de 250 alunos/semestre.
Foto: DivulgaçãoEm paralelo, sempre manteve a atividade ligada à dança e, por força do ofício, dedicou-se também à produção de figurinos próprios para a dança. “Uma dificuldade comum nesse meio é que a confecção das roupas nem sempre atenta para as necessidades específicas que os movimentos de dança exigem em termos ergonômicos e, justamente por eu ser dançarino e também desenhar roupas, acabei me especializando em produzir figurinos para dança. É preciso entender aquele corpo específico e a coreografia para que foi desenhado o figurino. O que é muito diferente de uma roupa utilizada para o dia a dia”, explica. Inicialmente, desenhava para os grupos de dança em que atuava e logo se transformou em uma atividade free lancer constante, que lhe rendeu várias indicações para prêmios e reconhecimento no meio.