Cultura
Formação gratuita para educadores sobre música erudita de forma lúdica
Atividade conduzida pelo diretor artístico da Orquestra Sinfónica de Lisboa apresenta estratégias pedagógicas para aproximar…
Muitos críticos, entre os quais o também poeta Ferreira Gullar, já polemizaram sobre a morte das artes plásticas e visuais, devido à sua desumanização. Afinal, ao longo deste século, as paisagens impressionistas, os retratos realistas e, de modo geral, a arte figurativa e representativa cederam lugar a toda sorte de experimentação artística que necessita de explicação. Quer dizer, a arte passou a referir a si mesmo e, digamos, afastar-se daquilo que é imediatamente humano.
A I Bienal do Mercosul – a exemplo de outros eventos artísticos da mesma natureza – ganha a rua e, com o apoio da mídia, aproxima o cidadão comum desta arte contemporânea, marcada pelo ecletismo que a torna de compreensão inacessível a quem não pertence à comunidade dos próprios artistas e espectadores iniciados.Mas esta é um discussão infindável e o que importa é que, humanizados ou não, estes objetos definidos como artísticos estão ao alcance do cidadão comum. Com exceção dos espaços fechados da Bienal, onde o ingresso é cobrado.
Quem trabalha no centro, por exemplo, circula pela Rua Sete de Setembro e pelo Largo Glênio Peres e o Mercado Público, pode reservar alguns momentos para conhecer e testar algum diálogo com estas obras. Elas também estão no Museu de Arte do Rio Grande do Sul, contíguo à Praça da Alfândega e uma visita à exposição pode ser combinada com uma passada pela 43ª Feira do Livro de Porto Alegre. Mais adiante, pela Andradas, outros espaços reservados para a Bienal estão na Casa de Cultura Mário Quintana.
Quem chega do interior para compras ou lazer e costuma visitar locais com programação cultural regular pode partir do shopping DC Navegantes, seguir para o centro e visitar as instalações no Centro Cultural do Trabalho Usina do Gasômetro. Seguindo pela avenida Beira Rio em direção ao bairro, pode visitar o Jardim das Esculturas, uma mostra ao ar livre no Parque Marinha do Brasil, perto do Gigantinho.
Segundo a organização da Bienal, ao todo, são cerca de 24 mil metros quadros de exposições, instalações e intervenções efêmeras – obras que se desfazem com o tempo.
Com 275 artistas, a Bienal do Mercosul, no entanto, não expõe exclusivamente obras de linguagem contemporânea. Nos espaços fechados como o Margs, a Casa de Cultura, o Centro Cultural Edel (na av. Loureiro da Silva) e o antigo prédio da Mesbla, na rua Coronel Vicente, mostram exposições de obras consagradas. Praticamente todos os espaços e instituições culturais da cidade estão envolvidos com a Bienal ou expondo mostras paralelas, inclusive galerias de arte e lojas comerciais.
Além das exposições propriamente ditas, na maioria com monitores preparados para acompanhar visitantes, a programação paralela oferece oportunidades de formação informal, através de cursos rápidos, seminários e palestras com artistas e pesquisadores da área. A Bienal prossegue até o dia 30 de novembro. Informações sobre a programação paralela e diária pode ser obtida no Museu de Comunicação Hipólito José da Costa, na Rua dos Andradas, 959, fones (051) 225.1195/225.1111 /225.1218.