Movimento
Feminicídio cresce 190% em 11 anos e expõe falência da proteção às mulheres
Entre 2015 e 2025, o Brasil acumulou 13.474 vítimas de feminicídio. O crescimento é contínuo,…

8M reúne mulheres em luta contra violência de gênero
Foto: Igor Sperotto
Milhares de mulheres, e homens, foram às ruas de Porto Alegre neste domingo, 8 de março, em protesto contra o feminicídio, a violência de gênero e a precarização do trabalho, exigindo o fim da escala 6×1. A caminhada, da praça dos Açorianos à praça do Aeromóvel, marcou o Dia Internacional de Luta da Mulher na capital e foi organizada por entidades feministas e de trabalhadoras gaúchas.

20 mulheres foram assassinadas no Rio Grande do Sul entre janeiro e fevereiro de 2026
Foto: Igor Sperotto
As manifestantes denunciaram a escalada da violência no Rio Grande do Sul, onde 20 mulheres foram assassinadas nos primeiros dois meses de 2026. Grupo teatral carregou sapatos cobertas por líquido vermelho, que representava sangue, entoando os nomes das 20 mulheres assassinadas no estado, que apresenta crescimento de 53% nos casos de feminicídio até o fim de fevereiro, em comparação com o mesmo período do ano passado. Dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública apontam que, em 2025, ocorreram 1.470 feminicídios entre janeiro e dezembro no Brasil. O RS liderou casos de feminicídio no sul do país entre 2021 e 2025.
A precarização do trabalho também foi tema central da marcha, que atrela às reivindicações das mulheres a luta contra a escala 6×1 e dupla – até tripla – jornada feminina. Campanhas de diversas centrais sindicais, como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), propôs redução de carga horária sem redução de salário, destacando que “a vida não tem hora extra”.
Entre tambores, bandeiras e palavras de ordem, os pequenos também chamaram atenção, marchando ou no colo dos responsáveis, destacando o caráter pacífico da manifestação e a importância da educação antimachista em casa e nas escolas.
Foto: Niara Aureliano
Parlamentares marcaram presença na caminhada e durante suas falas ao público defenderam o fim da desigualdade maior participação feminina na política. Ativistas também criticaram as guerras imperialistas, denunciando as ações como mais uma maneira de atacar as mulheres e aumentar sobre elas a exploração em todo o mundo.
Rio de Janeiro, São Paulo, Florianópolis, Recife, Salvador, e diversas outras capitais contaram com manifestações expressivas para marcar o 8M pelo país.