Saúde
Brasil tem 5,8 vezes mais farmácias do que o indicado pela OMS
São 120 mil farmácias e drogarias públicas e privadas no país, muitas delas transformadas em…

Foto: Leo Munhoz/SECOM-SC
O Projeto Cultura Doadora promove o painel O mundo da hemodiálise e do transplante renal na quinta-feira, 12 de março, às 19h, com transmissão ao vivo pelo YouTube da Fundação Ecarta e pelo Facebook do Projeto Cultura Doadora.
O painel contará com os debatedores Tatiana Zambonatto, médica nefrologista da Unidade Carlos Gomes – Med Center e integrante do corpo clínico do Hospital Moinhos de Vento e do médico nefrologista e transplantador renal, Auri Ferreira dos Santos.
Em pauta, os desafios de quem faz diálise e espera por transplante. A Doença Renal Crônica (DRC), que atinge 1 em cada 10 pessoas no mundo, é silenciosa nas fases iniciais e pode evoluir sem sintomas até estágios graves, exigindo terapias como diálise e transplante renal. De 48.280 pessoas que aguardam por um órgão sólido no Brasil, 44.679 esperam por um rim, de acordo com o Ministério da Saúde. No Rio Grande do Sul, são 1.784 pessoas na lista de espera, sendo 1.497 aguardando transplante renal.
“A detecção precoce é simples e pode salvar vidas. Exames de sangue e urina, acessíveis e de baixo custo, permitem intervir antes que a doença avance”, destaca a médica Tatiana Zambonatto. Apontado como melhor alternativa clínica em termos de sobrevida e qualidade de vida, o transplante renal representa economia significativa para o sistema de saúde. O médico Auri Ferreira dos Santos corrobora a informação. “O transplante renal se apresenta como a alternativa mais eficiente do ponto de vista clínico e financeiro, reforçando a importância de políticas públicas que fortaleçam a doação de órgãos”, declara.
Atualmente, o país conta com 144 mil pacientes renais crônicos em tratamento sendo 85% atendidos pelos Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a Associação Brasileira dos Centros de Diálise e Transplante (ABCDT), a tabela de remuneração do tratamento não é há atualizada há quatro anos.
Especialistas destacam que as principais causas da Doença Renal Crônica são hipertensão arterial e diabetes. Fatores ambientais como a poluição do ar, estresse térmico, desidratação e eventos climáticos extremos têm ampliado os riscos e acelerado a progressão da doença.
O projeto Cultura Doadora é voltado à informação e conscientização sobre doação de órgãos e transplantes mantido há 14 anos pela Fundação Ecarta.
