Cultura
Formação gratuita para educadores sobre música erudita de forma lúdica
Atividade conduzida pelo diretor artístico da Orquestra Sinfónica de Lisboa apresenta estratégias pedagógicas para aproximar…

Fotografia integra a mostra Hotéis Portais, de Igor Sperotto
Foto: Igor Sperotto
As exposições exploram diferentes leituras sobre a cidade, o corpo e a memória, reunindo fotografia, vídeo, desenho e processos experimentais.
Patrimônios violados em Porto Alegre, do artista Walter Karwatzki, e Hotéis Portais, de Igor Sperotto, ocupam as salas da Galeria Ecarta, no térreo, no projeto Artista + Artista. Ambas tem curadoria de Niura A. Legramante Ribeiro, professora do Instituto de Artes da Ufrgs. A mostra Meio, de Juliana Schnack, com curadoria de Ana Flávia Baldisserott, ocupa a sala do projeto Potência, no segundo andar da Casa.

Fotografia integra a mostra Patrimônios violados em Porto Alegre, do artista Walter Karwatzki
Foto: Walter Karwatzki
Em Patrimônios violados em Porto Alegre, Karwatzki apresenta imagens e registros em vídeo que revelam a degradação de bustos, placas comemorativas e marcos históricos da cidade — muitos vandalizados, danificados ou desaparecidos.
O artista propõe uma reflexão sobre o abandono do patrimônio público. “A intenção, aqui, é de denúncia e reflexão ao poder público e à população sobre o estado de grande parte do patrimônio da cidade”, afirma Karwatzki.
Em Hotéis Portais, Sperotto reúne 14 fotografias e um trabalho de desenho e colagem digital que integram uma série iniciada em 2010. Os registros documentam hotéis de Porto Alegre e de Rio Grande que carregam nomes de outras cidades, estados ou países, criando jogos de deslocamento e estranhamento, como Hotel Paris (Rio Grande) e Hotel Roma (Porto Alegre).
Um mapa e uma campainha de portaria ampliam a experiência de forma sensorial.
“Por trás da questão lúdica, há uma crítica ao fenômeno da globalização”, observa Sperotto, ao comentar como pequenos hotéis de identidade local cedem espaço a redes padronizadas internacionais.
Em Meio, a artista visual Juliana Schnack reúne 75 desenhos, cadernos gestacionais e um vídeo em looping, produzidos desde 2023, em pesquisa que toma o desenho como gesto insistente, marca e inscrição corporal.
A artista explora repetição, limite dos materiais e memória do corpo. “O começo vem do meio, do meio das costas… o desenho é uma forma de trazer para frente a cicatriz que me acompanha desde menina”, afirma Schnack.

Desenho da mostra Meio, de Juliana Schnack
Foto: Juliana Schnack
A inauguração das mostras será às 19h do dia 18 de dezembro, na sede da Fundação Ecarta, em Porto Alegre (Avenida João Pessoa, 943), com entrada franca.
No mesmo dia, a partir das 17h, os artistas e curadoras recebem o público para um diálogo sobre as mostras e suas trajetórias artísticas.
As três exposições reforçam o compromisso da Fundação Ecarta com a difusão da arte contemporânea, o debate cultural e a valorização da produção artística gaúcha em 20 anos de funcionamento. A visitação é gratuita.