Extra Classe recebe três menções honrosas no Prêmio Direitos Humanos

Jornal foi reconhecido nas categorias Multimídia, Fotografia e On-line na 42ª edição do Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo
Extra Classe recebe três menções honrosas no Prêmio Direitos Humanos

Pelo Extra Classe: Igor Sperotto (Fotografia), Marcelo Menna Barreto (Multimídia) e Gilson Camargo (On-Line)

Foto: César Fraga/Extra Classe

O Jornal Extra Classe recebeu três menções honrosas no 42º Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo, promovido pelo Movimento de Justiça e Direitos Humanos (MJDH) em parceria com a OAB-RS. A cerimônia ocorreu no dia 10 de dezembro, no Auditório OAB Cubo, e reuniu representantes do setor jurídico, comunicadores e organizações sociais. Ao todo, 62 trabalhos foram escolhidos entre 285 inscritos.

As menções honrosas ao Extra Classe foram concedidas nas categorias Multimídia, Fotografia e On-line, reconhecendo trabalhos sobre violência institucional, acessibilidade urbana e reparação histórica na Ditadura.

Na Categoria Multimídia, o jornal foi destacado pela série de reportagens sobre o Caso Escola Brasília, assinada por Marcelo Ratai Menna Barreto, que documentou com exclusividade um episódio emblemático de abuso policial contra professores e gestores da rede estadual, em Porto Alegre.

Na Categoria Fotografia, o repórter fotográfico Igor Sperotto recebeu menção honrosa pela série Porto Alegre, cidade inacessível, que evidencia as barreiras enfrentadas por pessoas com deficiência no espaço urbano.

Na Categoria On-line, a reportagem-artigo Justiça concede pensão vitalícia à viúva de Vladimir Herzog/A injustiça de farda e a justiça que tarda, assinada por Gilson Verani Freitas de Camargo e Luiz Cláudio Cunha, foi reconhecida pela abordagem sobre a reparação histórica concedida quase cinco décadas após o assassinato do jornalista pela ditadura militar.

A cerimônia

Extra Classe recebe três menções honrosas no Prêmio Direitos Humanos

Foto: Diogo Fernandes / OABRS

O auditório da OAB Cubo, em Porto Alegre, ficou lotado durante o evento, que marcou o Dia Internacional dos Direitos Humanos com produções comprometidas com justiça social e cidadania. A edição contabilizou 285 trabalhos inscritos de diversas regiões do Brasil e do Uruguai.

O presidente da OAB/RS e da Comissão de Direitos Humanos Sobral Pinto, Leonardo Lamachia, destacou em seu discurso a relação direta entre instituições fortes e democracia.
“Não há democracia quando se atenta contra as instituições, mas também não há democracia quando as instituições atentam contra a Constituição. (…) O respeito às instituições, ao devido processo legal e, em especial, à advocacia, é condição para paz e desenvolvimento”, afirmou, fazendo referência ao episódio de violência contra jornalistas na Câmara dos Deputados.

“O passado que não passa”

Extra Classe recebe três menções honrosas no Prêmio Direitos Humanos

Foto: Diogo Fernandes / OABRS

Criado em 1984, o prêmio mantém a tradição de difundir denúncias de violações e valorizar garantias fundamentais. O tema desta edição, “O passado que não passa”, propôs uma reflexão sobre a permanência das marcas autoritárias na sociedade.

A presidente da CAARS e integrante da Comissão de Direitos Humanos, Neusa Bastos, ressaltou o papel da memória.
“O tema não é apenas um título, é um alerta e uma reflexão. O jornalismo comprometido com os direitos humanos nos lembra que a memória é um ato de justiça e que nomear violações impede que erros se repitam”, disse.

A memória como antídoto

O fundador e presidente do MJDH, Jair Krischke, enfatizou a contribuição histórica dos jornalistas.

“O jornalista escreve a história em andamento. O único antídoto contra o autoritarismo é a memória. Esse prêmio é considerado pelos jornalistas o nosso Oscar, pela seriedade com que é julgado”, afirmou.

A noite celebrou a liberdade de imprensa e o compromisso com a dignidade humana. A cerimônia completa está disponível no canal da OAB/RS no YouTube.

Premiados

O Prêmio Especial “O Passado que não Passa” foi para Gilson Camargo e Dominga Menezes, pelo livro Crianças e Exílio (Carta Editora), que é uma coletânea de relatos e testemunhos de filhos de pessoas perseguidas pelo regime civil-militar que procedeu o golpe de estado de 1964.

Principais vencedores por categoria:

  • Televisão – SBT/POA, com Sobrecarga e formação deficiente agravam a violência policial.

  • DocumentárioManoel e Betinha, da Mnemozyne Produções.

  • Impresso – Roberta de Souza (Jornal Extra/RJ), com Bonde dos Fantasmas.

  • Multimídia – O Globo/RJ, com O Mapa do Crime.

  • On-line – Luciano Costabel Ale (Semanário Brecha/UY).

  • Áudio – Equipe da Folha de S.Paulo, com Dois Mundos.

  • Grande Reportagem (Livro) – Cleidi Cristina Pereira (Editora Insular/SC).

  • Crônica – Victor Emanuel Wanderley (PB).

  • Fotografia – Mateus Bruxel (Zero Hora/RS).

  • Acadêmico – Universidade da República de Montevidéu (UY).

Os troféus são criações do artista plástico Mário Cladera. A lista completa dos premiados pode ser consultada no site do MJDH.

Presenças

Participaram da cerimônia: Claridê Chitolina Taffarel (vice-presidente da OAB/RS); Regina Soares (secretária-geral adjunta); Amália Antunes (Rel Uita); Rodrigo Ziebell (ARFOC-RS); Roque Reckziegel (ACRIERGS); o vereador Pedro Ruas; o artista Mário Cladera; Francisco Telles (TRE/RS); a promotora Anelise Haertel Grehs; José Nunes (ARI); Marcos Fuhr (Sinpro-RS); Jorge Leão (Sindijor); Sérgio Bittencourt (AEPPP-RS); além de conselheiros estaduais, presidentes de subseções e comissões da OAB/RS, homenageados e familiares.

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