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A primeira edição da Parada Livre de Porto Alegre foi realizada em 1997 pelo Nuances – Grupo Pela Livre Expressão Sexual
Foto: Alex Rocha/PMPA
A Câmara Municipal de Porto Alegre aprovou, nesta quarta-feira, 26, projeto de lei que declara a Parada Livre de Porto Alegre como Patrimônio Cultural Imaterial da cidade.
A proposta, de autoria da vereadora Natasha Ferreira (PT), reconhece oficialmente a importância histórica, cultural, política e social do maior evento de diversidade da Capital, realizado anualmente no Parque Farroupilha. O projeto agora segue para sanção do prefeito Sebastião Melo.
A primeira edição da Parada Livre de Porto Alegre ocorreu em 1997 e, desde então, consolidou-se como uma das maiores e mais antigas manifestações de visibilidade LGBTI+ do país. Ela foi criada pelo Nuances – Grupo Pela Livre Expressão Sexual, uma organização é coletiva que reúne mais de 15 entidades e movimentos sociais.
“A Parada Livre é um marco na luta por direitos da população LGBTI+ no Brasil. Há quase 30 anos, esse evento é um símbolo de orgulho e resistência. Torná-lo patrimônio imaterial reconhece a importância da Parada para a nossa cidade e garante que essa história de luta seja preservada e valorizada pelas próximas gerações”, afirmou Natasha Ferreira.
O texto do projeto, aprovado por unanimidade, destaca que o evento “é um reflexo da pluralidade que define a capital gaúcha, sendo uma manifestação que promove a convivência pacífica entre diferentes grupos e culturas e simboliza um avanço na construção de uma sociedade mais justa e igualitária”.
Ainda, o projeto ressalta o impacto econômico e turístico do evento, que mobiliza milhares de pessoas no Parque Farroupilha e movimenta o comércio dos bairros Bom Fim e Cidade Baixa. Além disso, reforça o papel da Parada como espaço de expressão artística e cultural, com shows, performances e ações de conscientização sobre direitos humanos e combate à discriminação.