Economia
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Ação se inspira em clássico da década de 1950 e cobra do Congresso e Executivo…

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A prévia da inflação de agosto ficou negativa em 0,14%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado nesta terça-feira, 26, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado foi influenciado principalmente pela redução no preço da energia elétrica, alimentos e combustíveis.
O indicador, considerado a prévia da inflação oficial, é o menor desde setembro de 2022, quando foi registrada queda de 0,37%, e representa a primeira deflação desde julho de 2023, quando o índice ficou em -0,07%. Em julho deste ano, o IPCA-15 havia subido 0,33%.
Com o resultado de agosto, a inflação acumulada em 12 meses recuou para 4,95%, abaixo dos 5,30% registrados em julho. O governo trabalha com meta de 3% ao ano, podendo variar entre 1,5% e 4,5%.
Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, quatro registraram queda de preços. O maior impacto veio da habitação (-1,13%), puxada pela conta de luz, que caiu 4,93%. Sozinha, a energia elétrica residencial reduziu o índice em 0,20 ponto percentual.
O recuo é explicado pelo chamado Bônus de Itaipu, desconto que beneficiou 80,8 milhões de consumidores e compensou a cobrança da bandeira vermelha 2, que adiciona R$ 7,87 a cada 100 kWh consumidos.
O grupo de alimentos e bebidas registrou deflação de 0,53%, com impacto de -0,12 p.p. na prévia de agosto. Foi o terceiro mês seguido de queda nos preços, após nove meses consecutivos de alta.
A alimentação no domicílio caiu 1,02%. Entre os itens com maiores reduções estão manga (-20,99%), batata-inglesa (-18,77%), cebola (-13,83%), tomate (-7,71%), arroz (-3,12%) e carnes (-0,94%).
O grupo de transportes teve queda de 0,47% no mês, com impacto de -0,10 p.p. no IPCA-15. O recuo foi impulsionado pela redução nas passagens aéreas (-2,59%), automóveis novos (-1,32%) e gasolina (-1,14%).
A gasolina, item de maior peso na cesta de consumo, respondeu sozinha por -0,06 p.p. na prévia. No conjunto, os combustíveis caíram 1,18%, com reduções no etanol (-1,98%), gás veicular (-0,25%) e óleo diesel (-0,20%).
O grupo comunicação também apresentou deflação (-0,17%), enquanto cinco segmentos registraram alta:
Despesas pessoais (1,09%)
Saúde e cuidados pessoais (0,64%)
Educação (0,78%)
Vestuário (0,17%)
Artigos de residência (0,03%)
O IPCA-15 adota a mesma metodologia do IPCA, índice oficial usado como referência para a meta de inflação, mas com coleta de preços antecipada. Para a prévia de agosto, os dados foram levantados entre 16 de julho e 14 de agosto.
A pesquisa considera famílias com renda entre um e 40 salários mínimos (atualmente R$ 1.518) e abrange 11 regiões metropolitanas do país, além de Brasília e Goiânia. O IPCA oficial de agosto será divulgado em 10 de setembro.