Ficção de Daniel Tonetto explora paradoxos das relações familiares

Em seu oitavo livro ambientado a partir do interior gaúcho, autor investiga família marcada por vínculos e rupturas, e toca em temas universais

Ficção de Daniel Tonetto explora paradoxos das relações familiares

Foto: Divulgação

O escritor e advogado Daniel Tonetto lança neste sábado, 9, em Porto Alegre, o seu oitavo livro, o romance A cor que nos separa (Avec, 2025, 232 p.). A sessão de autógrafos acontece das 15h às 17h, na Livraria Santos, na Galeria Casa Prado. Antes de chegar à capital, a obra foi lançada em Santa Maria, no dia 5. “Esse é um livro sobre vínculos: familiares, afetivos, históricos. E sobre o que nos separa e também nos conecta como pessoas”, resume Tonetto.

O livro é um retrato sensível de famílias, encontros e rupturas, ambientado no interior do Rio Grande do Sul e atravessado por gerações de personagens marcantes. Com narrativa que se estende de 1962 a 2062, a história tem como ponto de partida o nascimento de Stéfano Veras, um menino de inteligência rara e sensibilidade precoce, que cresce em uma fazenda marcada por hierarquias, silêncios e tradições. Ao seu redor, figuras como a benzedeira Ilda, a professora Suilnira, o Velho Becca e a menina Onira compõem uma trama densa e cheia de nuances, que aborda temas como identidade, afeto, justiça, herança cultural e os caminhos nem sempre lineares do pertencimento.

Capa: ReproduçãoO autor transforma o cotidiano rural em matéria literária e mostra como a vida de uma pequena comunidade pode refletir questões humanas universais – de perdas e descobertas a confrontos íntimos e coletivos.

Com forte carga emocional, o romance mescla lirismo, tensão narrativa e precisão técnica. O texto carrega a experiência do autor em mais de 250 júris como advogado criminalista, o que dá ao enredo uma consistência rara entre realidade e ficção. A narrativa é permeada por elementos simbólicos, dilemas morais, conflitos sociais e momentos de profunda introspecção.

O prefácio é assinado pelo jornalista Humberto Trezzi, que define a obra como “um livro que parte da aldeia para tocar feridas universais”.

Daniel Tonetto é advogado criminalista, professor universitário e membro da Academia Santa-Mariense de Letras. Com mais de 20 anos de atuação nos tribunais e uma produção literária consistente, ele é conhecido por explorar em seus romances os limites entre verdade, narrativa, justiça e humanidade. A cor que nos separa é seu oitavo livro de ficção, consolidando sua trajetória como um autor que une força narrativa, engajamento social e profundidade literária.

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