8M – Por vida, poder e direitos tem programação em todo o estado

O Dia Internacional da Mulher será marcado por atos e atividades culturais realizados pelos movimentos sindical e social em Porto Alegre e no interior do estado, neste sábado, 8 de março
Sem anistia

A defesa das mulheres e da democracia está na pauta do movimento

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Segundo a secretária nacional da Mulher Trabalhadora da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Amanda Corcino, a violência contra a mulher é tema central. De acordo com os dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), até outubro de 2024, os estados e o Distrito Federal comunicaram ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) 1.128 mortes por feminicídio.

No Rio Grande do Sul, a mobilização do 8M levantará diversas bandeiras sob a palavra de ordem Por vida, poder e direitos. Além do combate à violência contra a mulher, é destaque a luta pela igualdade salarial entre gêneros.

“Não basta colocar na lei a igualdade salarial se isso não acontecer de fato, e nós sabemos que as mulheres enfrentam duplas e triplas jornadas de trabalho e recebem menos por seu trabalho”, assinala a professora Margot Andras, diretora do Sinpro/RS. “Queremos o fim da exploração de classe e de todas as formas de opressões”.

Mulheres no trabalho

A busca por equidade de gênero no mercado de trabalho tem avançado, mas ainda há barreiras significativas a serem superadas. Mulheres seguem sub-representadas em cargos de liderança e enfrentam desigualdade salarial, além de desafios específicos em setores como tecnologia, empreendedorismo e agronegócio.

No Brasil, mulheres ganham em média 19,4% a menos que os homens para funções equivalentes, segundo dados do Ministério das Mulheres. Em cargos de liderança, a disparidade chega a 25,2%.

“As mulheres em geral ganham menos, ocupam menos cargos de comando e são até minoria em carreiras em franca expansão como as de tecnologia”, ilustra Amanda Corcino, da CUT. Segundo a dirigente há espécies de empregos que a sociedade parece que criou uma aura masculinizada, onde não há acesso às mulheres.

Um desafio importante e atual, afirma ela, é  fazer com que se coloque de fato em prática a lei assinada pelo presidente Lula que determina que não haja diferenças salariais entre homens e mulheres em uma mesma empresa.

A Lei 14.611/2023, também conhecida como Lei da Igualdade Salarial, proíbe a diferença salarial entre homens e mulheres. Ela estabelece que homens e mulheres devem receber o mesmo salário por desempenhar as mesmas funções.

O movimento feminista também destaca como pautas prioritárias a redução da jornada de trabalho sem redução de salários; a inserção nas Convenções Coletivas de Trabalho de punições ao assédio moral a assediadores nas empresas, além de campanhas de prevenção para que se desenvolva uma cultura de respeito no ambiente de trabalho.

Em temas mais gerais, o movimento se manifesta em defesa da democracia; contra a anistia, o racismo e a LGBTfobia; e em defesa da Palestina livre.

Programação do 8M

Bagé – 7/3, às 18h30, no Palacete Pedro Osório (Av. Tupi Silveira, 1.436 – Centro), apresentações artísticas e painel sobre as mulheres, suas conquistas, desafios e perspectivas.

Bento Gonçalves – 8/3, das 8h às 12h, na Via del Vino: Bento por Elas, com diversas atrações, serviços, cursos e feira da agroindústria.

Passo Fundo – As atividades iniciam no dia 5/3, às 15h, com o movimento das mulheres ocupando a Tribuna Popular na Câmara Municipal de Vereadores; dia7, às 18h, Cine debate e confraternização na sede do 7º Núcleo do Cpers; dia 8/3, às 16h, ato político e cultural na Praça da Cuia; dia 11/3, às 8h, painel Mulheres nas políticas públicas; dia 18, às 19h, Roda de Conversas: as contribuições do Serviço Social no combate à violência contra a mulher – atividade virtual; dias 19 e 27/3, às 18h30, curso Mulheres na História: herança de luta e resistência, no Madah Bar; 20h, às 14h, Roda de Conversa: autoestima e autonomia feminina, No Grupo Cáritas (Av. João Catapan, 1.297, bairro Santa Marta); dia 22/3, às 15h, atividade Projeto Ocupar, na Comunidade Nossa Senhora Aparecida, bairro Valinhos; e dia 29/3, às 14h30, Ciranda de debate: mulheres na política de Passo Fundo, na Câmara de Vereadores.

Pelotas – 8/3, às 15h30, concentração na Praça Cel Pedro Osório, na Alameda da Floriano; e às 16h30 saída da Marcha 8 de Março é Dia de Lutas!

Porto Alegre –  8/3, 9h, no Largo Glênio Peres: concentração com música, capoeira, intervenções teatrais do grupo Oi Nóis Aqui Traveiz, show de bateria e apresentação de bloco de carnaval. Em seguida haverá caminhada até o Largo Zumbi dos Palmares, onde ocorrerão atos e as manifestações de representantes de entidades dos movimentos sociais e da educação, entre outras categorias de trabalhadores, sindicalistas e parlamentares.

Rio Grande – 8/3, 10h, no Coreto Carmen da Silva, na Praça Tamandaré: Ato Público Contra a cultura de violência, pela vida das mulheres.

Santa Maria – 8/3, às 8h30, na Praça Saldanho Marinho: Ato Público, seguido de marcha a partir das 10h.

Santa Rosa – 12/3, às 19h, no Sindicato dos Comerciários (Rua Antônio Carlos Borges, 90): palestra Educação financeira, coquetel e sorteio de brindes. Vagas limitadas. É preciso confirmação prévia.

Santa Cruz do Sul – 8/3, às 9h, atividade com panfleteação na Praça Getúlio Vargas; 10/3, às 16h, sessão na Câmara de vereadores; 11/3, às 19h30, exibição do filme Campo Grande, pelos Amigos do Cinema, em parceria com o Sindibancários; 20/3, às 19h, palestra O protagonismo feminino/Rompendo barreiras, com Rita Serrano, no Sindibancários.

Comentários