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Entre 2015 e 2025, o Brasil acumulou 13.474 vítimas de feminicídio. O crescimento é contínuo,…

Foto: Frente em Defesa do Povo Palestino
Uma série de manifestações em solidariedade ao povo palestino foram realizadas nesta quinta-feira, 13, no Brasil. Com a chamada A Palestina não está à venda, atos foram realizados em oito capitais e no Distrito Federal, organizados pela Frente em Defesa do Povo Palestino.
A maioria foi em frente de representações diplomáticas dos Estados Unidos, incluindo a Embaixada, em Brasília. Na ausência de consulados, atividades foram realizadas em tradicionais pontos de encontro de protestos, em uma universidade, e até em frente a um McDonald’s.
As mobilizações nas capitais seguem o espírito de indignação internacional que pede pelo fim da ação militar de Israel contra o povo palestino, e que conta com apoio dos Estados Unidos.
Desde o início da guerra na Faixa de Gaza, em outubro de 2023, mais de 62 mil palestinos, entre eles cerca de 18 mil crianças, foram mortos pelas forças israelenses. Ainda milhares de pessoas feridas e amputadas por força dos bombardeios.
No início de fevereiro, durante um acordo de cessar-fogo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que assumiria o controle de Gaza e deslocaria sua população para países vizinhos. A declaração foi dada ao lado de um feliz Benjamin Netanyahu durante uma visita do primeiro-ministro de Israel à Casa Branca.
A comunidade internacional, no entanto, rejeitou a declaração. Diversos países e até a ONU falaram em uma grave violações do direito internacional.
Soraya Misleh, coordenadora da Frente em Defesa do Povo Palestino em São Paulo, diz: “A ameaça de Trump de limpeza étnica dos palestinos em Gaza e de sugerir ao criminoso Netanyahu cancelar o cessar-fogo é gravíssima e um alerta de que não devemos sair das ruas”.
Para a ativista, os atos em diversas cidades brasileiras e no mundo são um recado de que, se a Nakba (catástrofe) palestina continua, a solidariedade dos povos é permanente. “Não vamos nos calar e não passarão” , afirma Soraya.
Carlos Alberto, da coordenação nacional do Levante Popular da Juventude, é necessário que se desfaça a injustiça que o povo palestino vem sofrendo para que se avance para um mundo de paz.
“A juventude no mundo todo tem sido um dos principais setores dessa mudança, construindo lutas de rua, denunciando e explicando que o massacre ao povo palestino se dá devido a interesses econômicos e por conta do imperialismo e sionismo”, declara Alberto.
Messilene Gorete, dirigente nacional do Movimento dos Sem Terra (MST), destacou que a entidade que completou 40 anos de luta em 2024, convoca “todos e todas, para que possamos, com nossas bandeiras, com nossos gritos de resistência, nos solidarizar com o povo palestino e denunciar as atrocidades por Israel e os Estados Unidos”.
São Paulo/SP
10h – Consulado dos EUA (Rua Henri Dunant, 500)
Distrito Federal/BSB
10h – Embaixada dos EUA (St. de Embaixadas Sul 801 – Asa Sul, Brasília – DF, 70200-010)
Porto Alegre/RS
12h – Consulado dos EUA (Avenida Assis Brasil, 1.889)
Curitiba/PR
12h – Consulado República Argentina (Avenida Silva Jardim 2705 – Água Verde)
Florianópolis/SC
10h – Esquina Democrática, Centro (Rua Felipe Schmidt esquina com Rua Deodoro)
Belém/PA
10h – Universidade Federal do Pará (Bloco H1)
Maceió/AL
16h – No Calçadão Do Comércio (Antigo Produban)
Rio de Janeiro/RJ
16h30 – Concentração na Cinelândia e marcha rumo ao Consulado dos EUA às 17h
Consulado dos EUA, Centro (Av. Presidente Wilson, 147)
Belo Horizonte/MG
17h30 – Em frente ao McDonald’s – Praça Sete – Centro